Servidores voltam a protestar por descumprimento de acordo

Os servidores municipais voltaram a se manifestar contra o governo nesta semana. Segundo a categoria, a prefeitura estaria descumprido compromissos firmados no termo de acordo assinado com o funcionalismo. Na segunda-feira (31), dezenas de servidores da Educação fizeram uma assembleia para definir os rumos do movimento, além de protestarem pelas ruas da cidade. Munidos com uma faixa que criticavam as propagandas do governo, eles percorreram as principais ruas do centro.

Durante a assembleia, os educadores aprovaram que poderão iniciar uma greve no primeiro dia letivo de 2016 caso a prefeitura não cumpra os compromissos assinados. Outra proposta aprovada é a realização de um ato unificado do funcionalismo em outubro.

“O governo não tem cumprido os acordos. Desde janeiro, era para pagar o piso da educação infantil, e isso não está sendo feito. Além disso, a isonomia não é cumprida, além de haver um movimento para acabar com a eleição de diretores das escolas municipais”, disse o coordenador geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) de Betim, Luiz Fernando Souza. “O termo de acordo é uma via de mão-dupla, a gente cumpre a nossa parte, que é a reposição da greve, mas a prefeitura não está cumprido a dela”, acrescentou.

Outro fato que desagradou a categoria foi o fato de a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não enviar ao Conselho Municipal de Educação e ao Conselho do Fundeb a lista com a relação de todos os diretores e vices de escolas e a lotação de cada um, além de informar aqueles que estão em desvio de função. “A Semed descumpriu uma decisão deliberativa dos conselhos. Então, informamos isso ao Ministério Público para que ele junte aos autos da apuração dos desvios”, disse o presidente do Conselho Municipal de Educação, José Luiz Rodrigues.

Saúde
Além da educação, o servidores da saúde cruzaram os braços na terça (1º) também porque o governo vem descumprindo o termo de acordo. Em razão disso, eles trabalham em escala mínima. “A prefeitura acordou em cumprir algumas questões, como equiparar o pagamento do adicional de urgência e de emergência aos funcionários com a mesma percentagem paga aos médicos (30%), além de conceder uma gratificação para aqueles profissionais que trabalham em unidades de difícil acesso. Mas não nos deu nenhuma garantia de que irá cumprir com o acordo”, disse a diretora do Sind-Saúde, Conceição Pimenta.

Respostas

Educação. A Semed informou que está em negociação permanente, e que uma reunião está marcada para o dia 10 para apresentar as definições dos assuntos citados (isonomia, piso salarial e eleição de diretores). Em relação a lista dos conselhos, a secretaria disse que cumprirá o prazo para a entrega dos documentos solicitados pelo MP.

Saúde. A Secretaria de Saúde informou que em outubro será realizada uma reunião para apresentar um estudo financeiro das concessões dos reajustes.

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