Servidores da saúde fazem ato e decidem continuar greve

Servidores da área da saúde fizeram assembleia e manifestação na manhã desta terça-feira (19). De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), a categoria decidiu continuar a greve, iniciada no último dia 12 de maio.

Por volta de 11h20, mais de 500 pessoas protestavam no Centro da cidade, conforme o Sind-Saúde. No horário, a Polícia Militar (PM) informou que não acompanhava a manifestação. O sindicato informou que o ato terminou às 12h.

Ainda segundo o órgão, uma nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira (22), um dia após a reunião agendada com a Secretaria de Saúde. Os servidores estão mantendo escala mínima de atendimento de 50% nos serviços de urgência e emergência e 30% nas unidades básicas.

O sindicato informou que pede que um projeto da Prefeitura que prevê alterações no sistema de previdência municipal, dividindo os servidores em duas categorias, não seja enviado à Câmara.

Os trabalhadores solicitam ainda o cumprimento da pauta dos acordos de 2014, como reajuste de urgência e emergência para todas as categorias, além do adicional para quem trabalha nas unidades mais distantes. Segundo o sindicato, houve somente reajuste para os médicos.

Por meio de nota, a prefeitura informou que realizou uma reunião com os sindicatos, no último dia 10 de abril e apresentou dados referentes à queda da arrecadação do município, em função da desaceleração da economia - somente no ICMS, a redução foi de 13% entre janeiro a março. Na referida reunião, foi apresentado aos sindicatos a previsão de não concessão de reajuste para as diversas categorias do funcionalismo no ano de 2015.

Além disso, a administração municipal vem promovendo uma série de medidas de contingenciamento, como a redução de salários do prefeito, dos secretários e dos demais cargos comissionados. A prefeitura ressalta que mantém todos os canais de negociação abertos com os sindicatos.

A Secretaria de Saúde disse ainda que, conforme determinação judicial, a escala mínima de 30% deve ser mantida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Já nas Unidades de Atendimento Imediato (UAIs), no Hospital Regional, na Maternidade e no Centro de Especialidades Divino Ferreira Braga a escala de atendimento total deve ser mantida.

Adicionar comentário

Este espaço é fornecido para que os internautas possam expressar suas opiniões sobre o artigo postado. Para outros comentários clique aqui.


Código de segurança
Atualizar

transparente