Aos 62 anos, Terezinha Rodrigues Costa vive para um único propósito: cuidar do neto de 25 anos que sofre de paralisia cerebral. A dedicação é exclusiva a ele e a impede de trabalhar. Com isso, para a manutenção da casa e para as necessidades do neto, a idosa, que vive no bairro Colônia Santa Isabel, depende de doações e da ajuda de vizinhos e de amigos.
O problema se complicou há cerca de três anos quando ela parou de receber o benefício, que atende a pessoas com deficiência, dado pela Previdência Social. “Ele recebia todo mês um salário, e isso ajudava bastante. Há mais ou menos três anos, a minha filha parou de levá-lo para fazer a prova de vida, e ele (o benefício) foi cortado. Não consigo ir com ele até lá, e estamos sem renda”, contou.
Desde que o neto nasceu, é Terezinha quem cuida dele, já que, segundo a idosa, tanto a sua filha como o pai do menino se mudaram e o deixaram para trás. “Eu trabalhava como cozinheira, mas assim que ele nasceu, tive que largar o emprego e ficar com ele. Sou eu quem faz tudo. Dou banho, dou comida, troco fraldas, levo ao médico”, disse.
Aposentadoria. A esperança de Terezinha era conseguir uma aposentadoria e se dedicar exclusivamente ao neto, mas não conseguiu o recurso. Ela entrou em contato com os assistentes sociais que atender a região onde ela mora, mas, como ela ainda não tem 65 anos, terá que aguardar até poder obter o benefício.
A assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Previdência Social informou que “os beneficiários que não puderem ir às agências bancárias por motivos de doença ou por dificuldades de locomoção, podem realizar a renovação de senha por meio de um procurador devidamente cadastrado no INSS”.
Família vive distante da mulher
Terezinha Rodrigues tem apenas uma filha – a mãe do seu neto, que acabou virando filho. Além dele, ela tem outras duas netas, mas conta que o contato com elas não é constante. Segundo a idosa, a filha a visita muito pouco, e ela é quem tem que fazer tudo sozinha. Apesar de tantas dificuldades, a mulher ainda tem forças para cuidar do neto de 25 anos.
Ela conta com a ajuda de uma família de Belo Horizonte, que doa algumas fraldas e cestas básicas, mas segundo Terezinha, sempre precisa de mais. “Já cheguei a dar arroz e feijão de café da manhã para ele. Era o que tinha”.
Caso alguém tenha interesse em ajudar a família, pode entrar em contato pelo telefone (31) 3596-1804.