Nem mesmo as conquistas obtidas pelos atletas betinenses têm feito com que investimentos sejam realizados no município. A escassez de apoio tem forçado a saída daqueles que buscam continuar na carreira.
Vários destaques esportivos foram descobertos em Betim, porém, a falta de incentivo e de boas perspectivas para o cenário local faz com que vários jovens talentos abandonem os familiares e saiam em busca da realização do sonho.
Thaynara Morosini, piloto de bicicross, é um exemplo. Ela está treinando em Americana, no interior de São Paulo. A atleta, segunda no ranking Sul-Americano, lamenta a atual situação do esporte especializado na cidade. “É muito triste. Eu conheço várias pessoas que pararam de praticar o esporte devido à falta de incentivo. Eu tive que vir para Americana, pois aqui tem a melhor pista de supercross do país”, desabafou.
A emigração começou em 2005, quando a medalhista de ouro paralímpica Terezinha Guilhermina, a mais rápida em sua categoria, foi para o Paraná por falta de condições para treinar. Recentemente, a jogadora de vôlei de praia Ana Patrícia, medalha de ouro nos Jogos da Juventude, deixou o município e foi para Fortaleza.