A Secretaria Municipal de Governo emitiu um memorando “devolvendo” para seus cargos de origem 49 servidores efetivos que estavam lotados na pasta e que estariam “ociosos”. Segundo o secretário interino da pasta, Bruno Cypriano, essas pessoas ficavam à disposição da secretaria de Governo, mas não cumpriam com nenhum serviço prestado ao município por meio da pasta. O memorando foi encaminhado para a Secretaria Adjunta de Administração.
Segundo dados do Portal da Transparência da prefeitura, disponíveis na internet, o salário dessas pessoas juntas custaram, no ano passado, mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos em pagamentos. Com isso, o secretário fez um memorando nesta semana em que coloca esses servidores à disposição da Secretaria Adjunta de Administração, que poderá fazer com que esses funcionários retornem aos seus cargos de origem.
De acordo com Cypriano, o espaço físico da Secretaria de Governo é composto por oito salas, mais o gabinete do secretário, e não comportaria todos esses 49 servidores trabalhando.
“O espaço nem comporta esse número de pessoas, então, era mesmo para servir como cabide de emprego, prática que não terá mais aqui. Essa medida de colocá-los à disposição da Secretaria de Administração tem como objetivo fazer com que eles retornem a aos seus respectivos cargos e voltem a prestar serviços para o município de maneira produtiva, já que eles recebem seus salários”, afirmou.
Dentre os 49 servidores efetivos colocados à disposição da Secretaria Adjunta de Administração estão inspetor de obras, pedagogos, agente de serviços escolares, professor P-II, auxiliares de administração, técnicos em enfermagem, contínuos, fiscal de obras, pedreiro, guardas patrimoniais, motoristas, ajudante de almoxarifado, técnico de secretaria, mecânico, oficiais de administração e oficiais de apoio à saúde.
Alguns deles, inclusive, são apostilados (efetivos que exerceram durante certo tempo cargo de confiança e adquiriram o direito de incorporar parte dessa remuneração aos seus vencimentos de forma vitalício).
Cedidos
Parte desses servidores “ociosos” na Secretaria Municipal de Governo ficavam à disposição de gabinetes de alguns vereadores até o ano passado, ou seja, eram cedidos pela prefeitura para acompanharem parlamentares na Câmara e, assim, não prestavam o seu serviço de acordo com seus cargos de origem, apesar de receberem de acordo com suas efetivações.
“Inclusive, essas pessoas nem tinham ponto biométrico. Elas preenchiam seu ponto de maneira manual”, acrescentou Cypriano.