Sargento da Marinha é preso suspeito de matar vizinho em condomínio em Betim

41-07-2026Foto: Arquivo da família

Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 33 anos, sargento da Marinha, foi preso em flagrante, nesta terça-feira (14), suspeito de matar a tiros o vizinho em um condomínio fechado na zona rural de Betim.

A vítima foi identificada como Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos. Segundo a família, ele foi baleado dentro de casa por volta das 17h30. A esposa dele estava na cozinha quando ouviu cinco disparos. Ao ir até o local, encontrou o marido ferido.

Vanessa Valéria dos Santos é irmã de Carlos Alberto e explicou que mesmo ferido, o irmão conseguiu informar quem teria atirado contra ele.

"A esposa dele estava na cozinha, escutou os cinco tiros quando ela saiu correndo, ele já estava apontando para o vizinho uma apontava e mostrava quem fez aquilo. Então nós não temos dúvida que é ele", disse Vanessa.

O homem foi levado para o Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a família, Carlos Alberto e o vizinho Guilherme tinham desentendimentos havia cerca de dois anos. Os parentes afirmam que a vítima chegou a registrar cinco boletins de ocorrência contra o militar.

A família também informou que o suspeito alegou legítima defesa após o crime. Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia.

O corpo de Carlos Alberto dos Santos foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso será investigado pela Polícia Civil.

Ainda segundo os familiares, câmeras de segurança da residência registraram toda a ação. As imagens estariam armazenadas em um aplicativo no celular da vítima, que foi apreendido pela Polícia Civil. Os parentes informaram que acreditam que ele estava afastado das forças armadas e que teria outra passagem pela polícia.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que Guilherme Augusto Rodrigues Martins não possui registros de passagem pelo sistema prisional de Minas Gerais. Afirmou ainda que ele também não está em nenhuma unidade prisional do estado.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e com a Marinha do Brasil e aguarda retorno.

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