Receita milionária não reflete em valorização

Apesar de a Secretaria de Educação em Betim ter um orçamento milionário – a previsão para 2015 é de R$ 374,4 milhões –, essa receita não tem refletido em valorização dos profissionais.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), os professores em início de carreira da rede de Betim recebem o pior salário da região metropolitana, apesar de os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) usados para o custeio do setor no município terem aumentado 152% de 2008 para 2013.
De acordo com o Sind–UTE, enquanto Betim paga R$ 1.351,48 para professores PI, com formação superior, em Contagem e na capital, a remuneração é o dobro: R$2.178,38 e R$2.092,22, respectivamente.

Desvios

Outro problema grave na educação é o desvio de função de diretores e vice-diretores que não trabalham em escolas, mas estão nomeados para ocupar esse tipo de cargo na Secretaria Municipal de Educação. Esses funcionários custam aos cofres municipais cerca de R$ 2,6 milhões por ano.
Ao todo, 45 diretores e vices estão desviados de função, além de 24 diretores de centros infantis.

“Essa situação agrava os problemas na educação porque parte do dinheiro que poderia ser investido para melhoria da educação está sendo usado para pagar aliados”, afirmou o vereador Vinícius Resende (SD).

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