Projeto é aprovado, e Mater Dei vai construir hospital

Em uma reunião marcada por muita polêmica, inclusive com suspensão temporária da plenária por causa da falta de quórum de vereadores, vários projetos foram aprovados na reunião da Câmara da última terça-feira (9).

Entre as matérias aprovadas está a que autoriza a rede Mater Dei a construir um hospital na cidade. Para isso, era necessário modificar o Plano Diretor da cidade e alterar o zoneamento do solo onde será construído a unidade, que ficará na avenida Marco Túlio Isaac, na região do Jardim das Alterosas, perto do entroncamento com a Via Expressa.

Inicialmente, o projeto tinha sido rejeitado pelos vereadores no dia 15 de julho, quando a oposição acusou o governo de prejudicar a vinda do hospital ao enviar um projeto “desproporcional”. Isso porque a prefeitura englobou na proposta a modificação de uma área bem maior que a adquirida pela rede Mater Dei. Com a rejeição pelos vereadores, o governo teve que enviar outro projeto, com algumas modificações. A matéria foi aprovada por 12 votos a favor e 5 contra.

O terreno foi adquirido pela rede com recursos próprios. O hospital contará com várias especialidades, como cirurgia-geral, maternidade e politraumatismo, por exemplo, e terá mais de 45 mil metros quadrados, com cerca de 300 leitos. O investimento será de cerca de R$ 180 milhões.

Agora, a previsão é que os projetos complementares, como arquitetônico, por exemplo, sejam aprovados para que a terraplanagem possa ser iniciada até o fim do ano. “Fizemos os projetos em total concordância com a legislação para a construção do hospital”, declarou o presidente da rede Mater Dei, Henrique Salgado.

Suspensão
Mas antes da votação, a reunião foi marcada por muita polêmica. Os vereadores não concordavam com um outro projeto que autorizava a prefeitura a doar uma área, no bairro Capelinha, para uma empresa de logística.

A doação é questionada pelo Ministério Público, que disse que a prefeitura avaliou o terreno em R$ 16 milhões, enquanto que o preço de mercado é R4 31 milhões, segundo o MP. Com isso, o valor da contrapartida teria que ser, de acordo com o MP, de R$ 12,7 milhões, e não de R$ 7,2 milhões, conforme o projeto. Com isso, nove parlamentares presentes deixaram o plenário. O presidente Marcão Universal (PPL), suspendeu a reunião temporariamente até que o plenário tivesse o número mínimo de vereadores. Dois deles voltaram, a reunião continuou, e a doação foi aprovada pelos legisladores.

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