Na contramão de Belo Horizonte que, desde terça (5) conta com a atuação de guardas municipais trabalhando armados pelas ruas da capital, em Betim, a promessa feita pelo secretário municipal de Segurança Pública, Luís Flávio Sapori, de armar os guardas betinenses, também ficou só no papel.
Alegando mais uma vez crise financeira, a prefeitura admitiu que “as armas de fogo não serão mais adquiridas”. Com isso, segundo o diretor do Sindicato dos Guardas Municipais do Estado de Minas Gerais (Sindguardas/MG), Leonardo Lara, a prefeitura segue descumprindo o estatuto federal da categoria, aprovado em agosto de 2014, que prevê, entre outras ações, o armamento dos profissionais. “O governo tem que cumprir uma série de medidas até agosto deste ano, mas pouco fez. Sapori justificou crise, mas faltou com seu compromisso com a categoria. Existe ainda um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público que também não foi cumprido”, disse.
Para o guarda municipal, o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) não tem compromisso com a política de segurança pública do município. “Esses problemas vêm ao longo dos três mandatos do prefeito. Além de não cumprir com a lei federal de armar a guarda, sofremos com vários outros problemas. As viaturas e uniformes estão sucateados, o número de efetivos, em vez de aumentar, está reduzindo a cada dia, e ainda não contamos com um plano de carreira”, desabafou Lara, que é guarda desde 2002.