Prefeitura vai fechar centros de saúde por causa de crise financeira

Depois de decretar estado de calamidade financeira, a Prefeitura de Betim anunciou nesta quarta-feira (9) cortes no sistema de saúde da cidade. A meta é reduzir R$ 34 milhões em despesas em dez meses.

Protestos marcaram o anúncio de cortes, que foi feito pela Secretaria Municipal de Saúde de Betim. O plano prevê redução de sete equipes de saúde da família, diminuindo de 85 para 78, três das 34 unidades básicas serão fechadas e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) serão cortadas pela metade, caindo de quatro para duas.

Segundo a secretaria, as UPA’s que permanecerão abertas vão atender, prioritariamente, os moradores de Betim.

A prefeitura anunciou também que a maternidade pública municipal não vai mais realizar partos e cirurgias ginecológicas. As mulheres passarão a ser atendidas no hospital regional, que, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, será reestruturado para dar conta do aumento de demanda.

Segundo representantes da maternidade, cerca de trezentos partos são realizados no local por mês.

“Eu acho que é uma tragédia descomunal que vai acontecer. São muitas mulheres que vão ficar sem assistência. O projeto da secretaria não leva em conta que mais de 200 mulheres ficarão sem lugar pra ter seu filho a cada mês”, disse a pediatra da maternidade, Levir Cerqueira.

O vereador Antônio Carlos (PT) disse que vai ao Ministério Público Estadual pedir a suspensão do fechamento das unidades de saúde de Betim.

Adicionar comentário

Este espaço é fornecido para que os internautas possam expressar suas opiniões sobre o artigo postado. Para outros comentários clique aqui.


Código de segurança
Atualizar

transparente