Os professores da rede municipal de ensino entraram em greve por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação – Subsede Betim (SindUTE – Betim), a greve atinge 70% da rede de ensino.
Os servidores entraram em greve após a prefeitura afirmar que não haveria reajuste para os servidores em 2015 e a falta de contrapropostas às reivindicações apresentadas no dia dois de março pelo sindicato, a prefeitura teria se manifestado somente no dia 10 de abril e sem apresentar nenhuma resposta.
A Prefeitura de Betim se manifestou através de nota onde afirma apresentou aos sindicatos que não haveria concessão de reajuste para diversas categorias do funcionalismo no ano de 2015, e na reunião do dia 10 de abril apresentou dados referentes à queda da arrecadação do município, que segundo a prefeitura teria caído 13% somente na arrecadação do ICMS.
O Coordenador-geral do SindUTE-subsede Betim Luiz Fernando Souza de Oliveira afirma que existem três razões para a greve. “Além de nenhuma contraproposta ter sido apresentada, a prefeitura indicou que não haveria reajuste esse ano, nenhuma valorização”, afirma Oliveira.
Além da falta de reajuste, Oliveira ressalta que as propostas enviadas pelo prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) à Câmara de Vereadores buscam retirar direitos dos trabalhadores. “O choque de gestão do Carlaile quer acabar com a jornada estendida, mexer na previdência do servidor e no auxílio-saúde, afirma o coordenador do SindUTE.
Leia a íntegra da nota da Prefeitura de Betim
"A Prefeitura de Betim informa que se reuniu com os sindicatos no último dia 10 de abril e apresentou dados referentes à queda da arrecadação do município, em função da desaceleração da economia - somente no ICMS, a redução foi de 13% entre janeiro a março.
A prefeitura salienta também que na referida reunião apresentou aos sindicatos a previsão de não concessão de reajuste para as diversas categorias do funcionalismo no ano de 2015 e que, do ponto de vista financeiro, está trabalhando para a manutenção dos índices determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A prefeitura ressalta ainda que mantém todos os canais de negociação abertos."