O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, anunciou nesta semana em sua rede social que o projeto arquitetônico para a construção do centro materno-infantil já está pronto.
A nova unidade, com 4.765 metros quadrados de área e sete andares, será construída no próprio terreno do Hospital Regional, em um prédio anexo. A estrutura terá 120 leitos, com capacidade para realizar 10 mil partos por ano – o dobro do total realizado hoje na rede municipal de saúde e atendendo a demanda da região, de 7 a 8 mil partos.
Na obra, prevista para iniciar ainda neste ano, serão investidos R$ 9,6 milhões de uma contrapartida da Caixa Econômica Federal pelos serviços bancários da prefeitura, e R$ 1 milhão do governo federal. Com a obra, o quarto andar do Hospital Regional, onde funcionam hoje a maternidade e a neonatologia da unidade de saúde, ficará disponível para atender outras especialidades.
“Esse Centro Materno-Infantil vai oferecer mais atendimentos, com qualidade assistencial bem superior à que conseguimos proporcionar atualmente. Já está finalizado o termo do edital da obra. Esperamos que em 60 dias tenhamos concluído as etapas preparatórias e, se não houver imprevistos, iniciaremos a obra até o fim de outubro com prazo de 10 meses para acabar, ou até menos”, explicou o prefeito Medioli.
Maternidade
Construir um centro materno-infantil no município se tornou urgente diante da estrutura danificada das maternidades do Imbiruçu e do hospital. Parte da maternidade do Imbiruçu foi comprometida após um abalo na estrutura ocorrido no ano passado, o que fez com que parte da unidade tivesse que ser interditada. Com isso, nos últimos dois anos, houve uma redução da capacidade de atendimento e hoje uma média de 100 gestantes por mês tem que se deslocar para Belo Horizonte.
“A proposta do governo anterior, de transferir o atendimento da região do Imbiruçu e do Teresópolis para o hospital, não se sustentava, pois a unidade já está saturada. Hoje, a rede pública de Betim realiza cerca de 5.000 partos por ano, com um déficit de 1.200. O bloco da nova maternidade vai absorver toda a necessidade da população com qualidade e com um ambiente mais moderno e acolhedor”, garantiu Vittorio Medioli.
Ampliação do atendimento
A construção do centro materno-infantil irá unificar o atendimento às gestantes e recém-nascidos do município e vai absorver o atendimento do bloco obstétrico, neonatologia, maternidade e banco de leite. Após a unificação do serviço, será possível liberar 40 leitos do hospital, que hoje são destinados a esses setores, aumentando assim a capacidade de cirurgias eletivas (programadas).
“A transferência dos serviços do quarto andar do hospital para esse centro permitirá aumentar o pronto-socorro, as salas cirúrgicas e os atendimentos com muito mais conforto para os pacientes. Com um mínimo de recursos, estamos promovendo adequações que terão grande impacto em todo o sistema de saúde. Entendo que para a população isso é absoluta prioridade, assim indicam as pesquisas realizadas há mais de 15 anos. Diminuir o sofrimento e melhorar a qualidade são deveres que temos e não esqueceremos nunca”, finalizou Medioli.