Prefeitura e PUC farão mutirão de testes para leishmaniose

A Prefeitura de Betim e a PUC Minas Betim estão promovendo, ao longo de todo este mês, uma série de atividades para conscientizar a população sobre leishmaniose visceral – doença que se manifesta principalmente nos cães, mas que vem crescendo em humanos. A campanha, batizada de Agosto Verde, é uma iniciativa pioneira no Brasil e também visa implementar ações que busquem a diminuição da incidência da doença no Estado.

“Nosso objetivo com o Agosto Verde é conscientizar a população sobre a prevenção e controle da doença. Queremos despertar nos donos de cães o hábito de fazer exames preventivos de leishmaniose para o diagnóstico precoce da doença”, explicou Nilvan Baeta, diretor de Vigilância em Saúde.

Entre as principais ações previstas para o Agosto Verde está a realização de um mutirão gratuito pela prefeitura com testes rápidos para leishmaniose, que acontecerá na próxima terça-feira (22), das 9h às 17h, no Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) – na rua Maurício de Souza Lima, 70, no bairro Açude. Na ocasião, proprietários dos cães serão informados sobre as diversas formas de controle e prevenção da doença. “A expectativa é realizarmos cerca de 100 exames para diagnóstico nos cães que forem levados ao CCZE”, disse.

Na mesma data, também ocorrerá no Centro de Zoonoses um seminário sobre leishmaniose. O evento será aberto ao pública e acontecerá às 9h.

Já a PUC Betim irá realizar gratuitamente testes rápidos para leshimaniose nos cães, neste sábado (19), das 9h às 12h, no Hospital Veterinário (rua do Rosário, 1.600, no bairro Angola).

Na programação do Agosto Verde está prevista ainda a realização da palestra “Leishmaniose Visceral Canina: Atitudes e Desafios”, ministrada pelo professor Vitor Marcio Ribeiro. A palestra ocorrerá no dia 31 de agosto, no auditório da PUC Betim, às 19h30. Também no dia, a partir das 21h, o diretor de Vigilância em Saúde da prefeitura, Nilvan Baeta, apresentará os serviços de saúde que são prestados hoje pela Zoonoses.

Proliferação
Levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde aponta que, nos últimos três anos, 29 pessoas no município foram infectadas com leishmaniose e um óbito foi confirmado. Em menos de dois anos, 1.063 cães que estavam com a doença tiveram que ser eutanasiados.

Segundo a veterinária da Zoonoses, Raquel Cordeiro, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o cão não passa a enfermidade diretamente para humanos. “O transmissor é o mosquito-palha, que introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania spp. Se picar um cão infectado e, depois, uma pessoa, está feita a transmissão”, esclareceu.

A estudante Ana Júlia Batista, 17, que há três meses resgatou das ruas Noah, um labrador que foi diagnosticado com leshimaniose, achou ótima a iniciativa. “Meu cachorrinho passou pelo tratamento e está bem. Infelizmente, muitas pessoas não têm condições financeiras de tratar seus bichos e a única solução, nesses casos, é o sacrifício. Por isso, essa ação é tão importante”, disse.

Tratamento
O Ministério da Agricultura autorizou em 2016 o remédio milteforan para o tratamento em cães. Mas o Ministério da Saúde não preconiza o tratamento no combate à doença, devido a ineficácia da medicação na cura parasitológica estéril nos cães (eles são portadores da doença por toda vida). O órgão faz a distribuição dos kits para diagnóstico e inseticidas.

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