O baixo nível da lagoa Várzea das Flores e os riscos de acidentes com o lixo exposto por causa da seca, aliados com a crise hídrica em Minas Gerais levaram a Copasa a pedir a interdição do manancial no feriado de Carnaval. As prefeituras de Betim e Contagem, que são responsáveis pelo espelho d’água, concordam com a decisão e estão dispostos a contribuir com os recursos para evitar a presença de turistas.
Para o secretário municipal de segurança pública do município, Luis Flávio Sapori, os banhistas correm riscos se frequentar a região, além da preocupação com a crise hídrica. “Somos totalmente favoráveis a interdição. O espelho d'água da lagoa diminuiu muito com a crise hídrica. Veio à tona uma quantidade de cisternas e pedaços de madeiras que estavam submersas desde a sua construção. A interdição é para preservar a vida”, declarou o secretário.
Caso a interdição seja concretizada, Betim já tem um plano para impedir a presença de turistas na região. “Temos disponibilidade de usar agentes da Transbetim, Guarda Municipal e a Defesa Civil para viabilizar a interdição. Eles ajudariam a Polícia Militar, que deve ser convocada pelo governo estadual. Sem a PM seria quase impossível fazer o esquema”, completou Sapori.
A prefeitura de Contagem também segue a mesma linha que Betim.
Reunião no Palácio Tiradentes
Representantes da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Corpo de Bombeiros Polícia Militar e o diretor de Operação da Copasa, Rômulo Perilli, para discutir a restrição de acesso da Várzea das Flores. Uma outra reunião foi marcada para a próxima semana com as prefeituras de Betim e Contagem. "Se sabemos que existe um risco, se estamos denunciando para a população e pedindo para ela economizar água, a Copasa não pode se eximir", diz Perilli.
O conteúdo discutido na ata da reunião promovida pela Defesa Civil será apresentado, na segunda- feira, no próximo encontro da força-tarefa criada para gerir o abastecimento de água no Estado.