Prefeito negocia "saída" de Alex Couto da Habitação

A dança das cadeiras no primeiro escalão do governo Carlaile Pedrosa (PSDB) continua. Desta vez quem perdeu o cargo foi Alex Couto, que, até a última terça-feira (24), era o responsável pela Superintendência Municipal de Habitação. Há um mês, ele teve o seu nome relacionado a um bota-fora autuado por atividade irregular. O local é de propriedade de seu irmão, Anderson Couto.

O novo superintendente será Guilherme Carvalho, que deixou o cargo de diretor geral do Hospital Regional de Betim em janeiro deste ano por determinação do recém-empossado secretário de Saúde, Rasível dos Reis. Guilherme, após deixar a unidade hospitalar, havia sido nomeado em um cargo de supervisor na Secretaria de Gabinete, porém, ele permanecia sem função definida até ser indicado para o novo posto.

A substituição, apesar de ainda não ter sido publicada no “Órgão Oficial”, foi confirmada por Guilherme Carvalho e Alex Couto. Segundo eles, desde a última quarta-feira (25), a pasta possui nova coordenação.

Defasagem

Alex Couto deixa a Habitação sem conseguir reduzir o déficit habitacional existente na cidade. Sem políticas habitacionais efetivas, as invasões de áreas públicas no município se tornaram constantes, tendo como principais pontos críticos os bairros Sítio Poções, Ponte Alta e São João.
Durante a gestão de Couto, a prefeitura também não conseguiu viabilizar a construção das 6.000 moradias anunciadas em 2013 para pessoas cadastradas no programa Minha Casa Minha Vida. Pelo convênio assinado, seriam investidos R$ 390 milhões em novas unidades até 2015, porém, o projeto, até o momento, não saiu do papel.

Já Guilherme Carvalho terá que enfrentar outros problemas além da defasagem de moradias. Apartamentos dos conjuntos São Marcos I e II, na região do Citrolândia, as únicas unidades do programa Minha Casa Minha Vida que foram entregues pelo atual governo, já apresentam problemas em sua infraestrutura.

Segundo moradores, os apartamentos estão com infiltração e correm risco de desabar. “Fiz um ofício para a prefeitura há mais de um mês relatando todos esses problemas, mas não tive retorno. Agora, a construtora ficou de resolver. Estamos sem assistência nenhuma do governo”, reclama Maria Ferreira, síndica de um dos prédios.

Por telefone, o ex-superintendente rebate críticas e diz que sua passagem pelo cargo também teve fatos positivos. “Claro que tem muito a ser feito. Sobre as 6.000 moradias, já aprovamos um projeto de lei na Câmara e temos vários processos em análise para a construção, mas as empresas estão aguardando o governo federal anunciar a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida para que haja reajuste no valor das obras”, declarou.

Política

Alex Couto disse ainda que deixou o cargo de chefia depois de negociar seu futuro com o prefeito. Segundo ele, a sua nova função será a de organizar os partidos para as eleições de 2016.

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