Polícia Civil estoura laboratório de drogas

Foi apresentado da manhã desta quarta-feira (31), na sede da Delegacia Regional da Polícia Civil em Betim,, o resultado de uma operação realizada no último sábado (27), que estourou um laboratório de refinamento de drogas no município. Um dos químicos responsável pelo serviço foi preso, e o outro acabou morto quanto tentou atirar contra os investigadores no momento da abordagem.

Localizado no bairro Jardim Nazareno, região afastada do centro da cidade, o laboratório era o ponto de multiplicação da droga utilizado pela organização. De acordo com as investigações da própria Polícia Civil, todo material apreendido seria de propriedade da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo. Ao todo, foram apreendidos 72 tabletes de maconha, 20kg de cocaína pura, 250kg de ácido bórico, uma picape Strada, duas balanças de precisão e uma prensa.

O Superintendente de Investigação e Polícia Judiciária da Polícia Civil, Márcio Lobato Rodrigues, disse que o laboratório estaria funcionando nessa residência, na rua Antônio Alves Henrique, há cerca de dois meses. “Em uma organização criminosa, o laboratório é o local mais seguro. Nem todos os membros sabem onde ele funciona. Foi uma ação muito inteligente da Polícia Civil para conseguir encontrar e estourar esse laboratório. Temos informações que eles estavam funcionando nesse endereço há pelo menos dois meses. O papel deles ali é o que chamamos de virar a droga. Transformam cerca de 1kg de cocaína pura em pelo menos 8kg. Esse tipo de gente não trabalha com a venda final do entorpecente. Eles apenas refinam e distribuem para os traficantes menores, que vendem para o usuário final”.

Para o delegado Renan Gutierrez, responsável pelas investigações do caso, esse material era distribuído em Betim e em toda região metropolitana. O prejuízo seria de pelo menos R$ 3 milhões. “Nós tínhamos apreendido um material bem similar a esse anteriormente. Inclusive, a marca da prensa é mesma que conseguimos pegar da outra vez. Fizemos um rastreamento desse pessoal por nove meses. Foi um grande trabalho da nossa equipe”, disse.

Com passagens por tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma e suspeito de ser o autor de vários homicídios, Filipe Leonardo de Souza, 36, que seria o químico responsável por refinar a cocaína e cumpria o regime de prisão domiciliar, estava armado no momento da ação policial, tentou atirar contra os policiais, mas acabou sendo atingido por um tiro. Ele foi socorrido até o Hospital Regional de Betim, mas não resistiu ao ferimento. Já Danilo Emídio de Paula, 36, que estaria aprendendo a refinar a droga, foi preso em flagrante dentro da casa. O suspeito não quis conversar com a reportagem. De acordo com a Polícia Civil, ele possui passagem por roubo e está preso no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) de Betim.

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