Foto: Geraldo Falcão
Os petroleiros que atuam na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, estão em greve desde às 23h30 da última sexta-feira (31). De acordo com o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindpetro/ MG), o motivo é a falta de cumprimento do acordo coletivo com o anúncio da Petrobras em fechar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), no Paraná.
“Estamos em greve por tempo indeterminado em defesa dos nossos empregos. A Petrobras anunciou a demissão de cerca de mil trabalhadores da fábrica de fertializantes no Paraná, e somos contra essa demissão em massa. Houve um descumprimeito de acordo coletivo”, disse o coordenador do Sindipetro MG, Anselmo Braga.
Ainda segundo ele, há funcionários trabalhando dentro da Regap desde a sexta-feira. “A gerência da Regap mantém esses trabalhadores dentro da refinaria, em cárcere. Há um número reduzido de funcionários, o que coloca em risco as condições de trabalho e a segurança de todos. Há uma instransigência por parte da direção da Regap em negociar”, afirmou.
Por enquanto, não houve impacto no abastecimento de combustível. “Ainda não há impacto na população quanto à distribuição de combustível, mas se a Regap mantiver os trabalhadores em cárcere, pode ser que tenha impacto na distribuição caso o pessoal venha a parar de trabalhar”, completou.
Está marcada para a tarde desta segunda (3) uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte, onde a questão da greve será tratada.
Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve da categoria atingiu 17 bases em dez estados do país. A estimativa é que 8.000 trabalhadores tenham aderido ao movimento no Brasil inteiro.
A reportagem entrou em contato com a Petrobras e aguarda posicionamento da empresa.