Sete meses após a prefeitura de Betim reajustar o preço da passagem do transporte coletivo municipal de R$ 2,75 para R$ 2,85, as tarifas sofreram outro aumento. Desde o dia 31 de dezembro, a tarifa para os ônibus convencionais e para os de baixa capacidade (micro-ônibus do transporte alternativo) passaram de R$ 2,85 para R$ 3,10 – aumento de 9%, índice bem acima da inflação (6,95%). Já o valor da linha circular Citrolândia, C09, passou de R$ 2,10 para R$ 2,30. Cartazes foram afixados nos veículos para informar os usuários sobre o reajuste na tarifa.
Quem depende do transporte público foi pego de surpresa pelo anúncio do reajuste e não ficou muito satisfeito. “Esses R$ 0,25 parecem pouco, mas, quando chega o fim do mês, dão um valor considerável”, reclamou a funcionária pública Francisca Alves de Souza, 59, que, diariamente, pega quatro ônibus.
Na segunda-feira (5), a reportagem de fez uma viagem na linha 450 e constatou uma série de problemas que prejudicam a qualidade do serviço oferecido, como pneus carecas e elevadores que não funcionam. “Muitos bancos estão sem assentos e nem sempre os elevadores para deficientes físicos funcionam”, disse a estudante Izabela Magalhães, 22.O Tempo Betim
Já o vendedor Ricardo Augusto criticou a redução de linhas em algumas regiões da cidade ao longo dos últimos meses. “Na linha 30, por exemplo, a Transbetim, em vez de ampliar o atendimento, diminuiu o número de ruas atendidas, prejudicando a população. E não há reclamação ou abaixo-assinado que a faça voltar atrás”. O presidente da Empresa Municipal de Transporte e Trânsito de Betim (Transbetim), Gilvaldo Vasconcelos, justificou o aumento afirmando que foram feitos estudos para antes da sua aprovação. “O reajuste foi necessário devido ao crescimento dos custos dos insumos que compõem a tarifa, como aumento do combustível, manutenção dos veículos e correção salarial da mão de obra”, afirma.
Justificativa
O presidente da Empresa Municipal de Transporte e Trânsito de Betim (Transbetim), Gilvaldo Vasconcelos, justificou o aumento afirmando que foram feitos estudos para antes da sua aprovação. “O reajuste foi necessário devido ao crescimento dos custos dos insumos que compõem a tarifa, como aumento do combustível, manutenção dos veículos e correção salarial da mão de obra”, afirma.
Ainda segundo Vasconcelos, esses valores estão abaixo do que deveria ser o aumento real, e o reajuste das linhas municipais em Betim está equivalente aos de Belo Horizonte e Contagem. “Em 2013, o município, em função das demandas das manifestações, reduziu em 5,17% o valor das tarifas e as reajustou em 3,64% em 2014, gerando uma demanda reprimida que ainda permanece existindo”, diz.
As passagens dos ônibus e táxis metropolitanos Grande Belo Horizonte, incluindo Betim, também foram reajustadas no último dia 29. Segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), as tarifas tiveram aumento médio de 12,78% para os ônibus, e as dos táxis, de 8,21%.
Com o reajuste, a passagem mais cara, que corresponde à linha Aeroporto de Confins/Betim, passou de R$ 31,95 para R$ 36,05. Ao todo, são 57 grupos tarifários. Para saber o valor de cada linha, o usuário deve ligar para 155.
Silêncio
A direção da empresa Santa Edwiges não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem de O Tempo Betim até o fechamento desta edição.