Com uma base parlamentar cada vez mais insaciável e sem o apoio de grande parte do funcionalismo público, o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) trava agora uma nova luta política na Câmara Municipal.
Nesta semana, em conversa reservada com o vereador Palmério Cardoso, o Palmerinho (PV), empossado na reunião de terça-feira (24), após o falecimento de Pastor Paulino (PPS), o tucano, de acordo com fontes que lhes são próximas, teria oferecido a Palmerinho a indicação da Regional Centro. O objetivo da “oferta” seria o de garantir o apoio do novo vereador nas votações da Câmara.
Depois do encontro, a prefeitura anunciou o nome do técnico agrícola Leonardo Aguilar para o cargo. Atualmente, ele exerce uma chefia na Divisão de Serviços Ambientais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Controversa
Palmério negou que tenha indicado um dos seus correligionários para ocupar o cargo, reafirmando que Leonardo Aguilar não foi a sua escolha.
“A pessoa que eu queria não foi aceita. Apesar de ela já ter um cargo na prefeitura, Carlaile tinha ou tem uma dívida de campanha com quem eu indiquei”, afirmou, sem revelar o nome.
Expectativa
Apesar de o novo vereador negar que Leonardo seja uma indicação sua, o governo espera que a indicação acalme Palmério. Porém, a relação pode não ser tão harmoniosa como espera o prefeito.
Segundo Palmério, a sua atuação será livre. “Sou da base, mas atuarei de forma independente, caso seja necessário”, reforçou. Ao longo da semana, ele iniciou uma movimentação para definir quem fará parte de sua equipe no Legislativo. O parlamentar teve até a última quinta (26) para fazer as primeiras nomeações. Ao todo, serão 15, sendo que duas delas poderão ser de servidores públicos.
Mas o maior ponto de tensão está na nomeação de aliados dentro do governo municipal. Conforme lista da Secretaria de Governo, Pastor Paulino conseguiu nomear pelo menos 13 pessoas. Palmério já viu a listagem e disse que “não pretende abrir mão dos espaços”.
Loteamento
O número de indicações de Paulino pode estar defasado. Informações de bastidores dão conta de que cada vereador “aliado” possui uma cota de pelo menos 35 cargos. “Conversei com o prefeito sobre isso, mas ele me disse que são apenas três”, disse.