A falta de contrastes iodados, substância usada para a realização de tomografias computadorizadas para o tratamento de pacientes que dependem da rede de saúde pública de Betim, está colocando em risco a vida da pensionista Luzia Moreira da Silva, 58. Diagnosticada com câncer no estômago há um mês, ela sofre com a angústia de ter que esperar dia após dia por um telefonema de funcionários do Hospital Regional avisando que o insumo está disponível para ela poder dar continuidade ao seu tratamento.
“Já fui ao hospital várias vezes para tentar marcar o exame, mas me disseram que só em agosto que o contraste estará disponível. É desumano o que estão fazendo comigo. Sou uma paciente com prioridade, tenho um tumor no estômago que não pode esperar para ser tratado”.
Desesperada com a demora, ela disse que pediu para custear o exame do próprio bolso. “Não quiseram me dar os papéis, alegando que era ano de eleição e que isso poderia dar problema para eles. Quero apenas cuidar da minha saúde. Vão deixar o povo morrer para tomar providências”, disse.
A prefeitura informou que já está em andamento o processo para a reposição do contraste para a realização do exame de tomografia computadorizada. A administração ressaltou ainda que o hospital está priorizando os exames de pacientes internados e que Luzia da Silva deve procurar a secretaria de saúde de seu município para realizar o agendamento do exame.