Medioli é condenado a 5 anos de prisão por lavagem de dinheiro

bo04-02-15 1A Justiça Federal em Minas condenou o ex-deputado pelo PSDB, e também empresário, Vittorio Medioli a cinco anos e cinco meses de prisão pelos crimes de evasão de divisas e manutenção clandestina de depósitos no exterior. A decisão, publicada no último dia 28 de janeiro, foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo Ministério Público Federal em Minas, que recorreu para pedir o aumento da pena do empresário para seis anos. Na sentença, defesa desqualificou a denúncia e disse não haver provas dos crimes.

Os fatos foram apurados durante as investigações da Operação Farol da Colina, que desmontou uma rede composta por mais de 60 doleiros que, segundo a acusação, remetiam dinheiro sujo para os Estados Unidos. A investigação foi um desdobramento do caso Banestado, em que apurou-se a evasão de US$ 30 bilhões de políticos para o exterior entre 1996 e 2002. Na época dos fatos, Vittorio Medioli era deputado federal e cumpria mandato pelo PSDB.

Segundo a denúncia, o réu efetuou operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas – envio ilegal de dinheiro para o exterior – do país, além de ter mantido depósito de quantias no exterior sem informá-lo às autoridades competentes.
O Ministério Público Federal sustenta que as operações foram feitas em 2002 e totalizaram US$ 595 mil. Para efetuá-las, o MPF diz que Vittorio Medioli entregou a quantia a um doleiro no Brasil que a converteu no mercado negro de câmbio. Em seguida, o dinheiro transitou pela subconta Monte Vista, mantida pela Beacon Hill Service Corporation junto à agência do Banestado em Nova York (EUA), para, finalmente, ser depositada em um banco suíço no qual o empresário possuía conta, segundo a procuradoria.

De acordo com a denúncia, a Beacon Hill Service Corporation era uma espécie de conta que abrigava inúmeras outras subcontas operadas por doleiros brasileiros, principais alvos da Operação Farol da Colina.

A juíza Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte, destacou que o motivo do crime era o “enriquecimento fácil”, e que as circunstâncias “revelam audácia e indiferença do acusado”.

Na sentença, a defesa desqualificou a denúncia, dizendo não haver provas dos crimes, “uma vez que não se comprovou a remessa dos valores para o exterior”. A reportagemG1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do escritório do advogado Décio Flávio Gonçalves Torres Freire, que representa Medioli, e aguarda um retorno.

Vittorio Medioli tem 63 anos e nasceu em Parma, na Itália. Naturalizado brasileiro, ele é proprietário de um grupo empresarial na Região Metropolitana da capital mineira. Foi deputado federal por quatro mandatos.

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