Seis dias após a betinense Vitória Camily Alves Lopes, 13, ter morrido afogada no mar de Praia Grande, na cidade de Fundão, no Espírito Santo, a mãe da garota, Marlene Alves da Paixão, 35, afirmou que se houvessem salva-vidas e placas de sinalização alertando os banhistas sobres os riscos de se nadar naquela região, a morte da filha poderia ter sido evitada.
“Não estou aqui para culpar ninguém, mas gostaria que as autoridades de lá tomassem providências. Não quero que aconteça com mais ninguém o que aconteceu com a minha família. Os moradores de lá me contaram que o mar dessa praia tem muitos redemoinhos e que muitas pessoas já morreram vítimas de afogamento lá. Não vi nenhuma placa alertando as pessoas sobre esse perigo. Além disso, no momento em que nos afogamos, não havia nenhum salva-vidas na praia para nos ajudar”, disse a mãe.
A família de Marlene foi passar o feriado na casa de parentes em Nova Almeida, na Serra. No sábado (12), ela e os dois filhos, Vitória Camily e um menino de cinco anos, além da avó paterna da menina e um primo dela, foram até a praia. “Entramos no mar pela primeira vez, todos juntos, por volta das 15h. Uma hora e meia depois, deixei meu filho na areia com a minha sogra. Daí, a Vitória, eu e o meu sobrinho voltamos para o mar. Entramos até a altura da cintura. O mar estava calmo. De repente, um onda enorme e forte puxou a gente. Como eu não sei nadar, me agarrei ao meu sobrinho. Quando percebi, estava na beira da praia. Foi aí que olhei para trás e vi minha filha, que também não sabia nadar, pedindo socorro”, contou a mãe.
Segundo Marlene, surfistas que estavam na praia tentaram socorrer a menina, quando outra onda puxou ela ainda mais para o fundo. Vinte minutos depois, o corpo dela apareceu boiando na água. “O corpo dela ficou estendido na areia de 16h30 até` as 22h30. Só então que o rabecão chegou, um sofrimento. Estamos arrasados. Minha filha era uma menina exemplar, muito religiosa e estudiosa. Era meu tudo. Ainda estamos chocados com tudo o que aconteceu”, finalizou a mãe.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Fundão durante a semana, mas ninguém atendeu as ligações.