A Justiça negou a apelação apresentada pela defesa do ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, que foi condenado a 18 anos e 9 meses por matar a namorada de 17 anos. No pedido, a defesa alegava que a jovem havia cometido suicídio, o que não foi aceito pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O recurso pedia a anulação do juri, tentando inocentar o ex-delegado, que, em dezembro de 2015, foi condenado pelo assassinato cometido dois anos antes. Além de condenado por homicídio duplamente qualificado, Geraldo do Amaral também foi condenado por fraude processual, pois tentou modificar as provas do crime.
Amanda Linhares dos Santos, com quem o réu mantinha um relacionamento amoroso, foi morta com um tiro na cabeça durante uma briga. O assassinato ocorreu na estrada que liga Ouro Preto ao distrito de Lavras Novas.
Na época, Toledo já alegava que a ex-namorada havia tentado se matar, mas as provas periciais derrubaram essa hipótese, uma vez que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos da adolescente. A jovem morreu 50 dias depois em um hospital de Belo Horizonte.
Conforme informações da Polícia Civil, Amanda já havia registrado um boletim de ocorrência em março de 2013 contra o suspeito por agressão.
O delegado foi exonerado do cargo de delegado em outubro de 2013, após pedido feito pela Corregedoria da Polícia Civil e aceito pelo governador Antonio Anastasia, até então governador do Estado.
Na época, a Polícia Civil informou que a corregedoria decidiu pela demissão de Toledo por transgressão disciplinar de natureza grave.
O processo foi baseado em fatos que ocorreram entre os anos de 2005 e 2007, período em que Toledo era o titular da Delegacia de Trânsito (Detran) de Betim.
As investigações confirmaram que ele teria contrariado normas existentes na legislação de trânsito, o que culminou no registro e licenciamento de duas motocicletas com motores e chassis com procedências irregulares.