
Um cachorrinho sem raça definida teria sido deixado por cerca de uma hora preso dentro de um carro na avenida Amazonas, altura do número 312, no Centro, na tarde desta sexta-feira (23), segundo testemunhas.
Ao perceber uma movimentação em torno do veículo e ver o que estava acontecendo, uma comerciante da região acionou a Guarda Municipal. Segundo a mulher, que pediu para não ser identificada, o animal estava ofegante, com a língua pra fora e bastante inquieto dentro do carro, cujos vidros já estavam embaçados.
“Os guardas vieram e conseguiram abrir uma fresta do vidro de trás. Eu levei água, e eles conseguiram dar para o cachorro, que tomou dois copos cheios. Depois disso, ele se acalmou e ficou deitado”, conta a denunciante.
De acordo com a comerciante, aproximadamente 15 minutos depois, a tutora do cão apareceu perguntando o que estava acontecendo. Ao notar a presença de curiosos e de agentes da Guarda Municipal, ela alegou que tinha deixado o pet sozinho por apenas dez minutos, mas foi desmentida por testemunhas e pelos próprios guardas.
“Eles conversaram com ela, e a mulher saiu com o cachorrinho no colo, a pé. Pouco tempo depois, o marido dela veio e levou o carro”, contou a mulher que fez a denúncia.
Procedimento
O subcomandante da Guarda de Betim, Wesley de Almeida, explicou que, em casos de denúncias de maus-tratos, são avaliados, além da situação em si, as condições gerais do bichinho. Ele ressalta que episódios pontuais não configuram crime, e a conduta é orientar os tutores.
“Pode acontecer de uma determinada situação não ser a mais ideal para o bem-estar do animal, mas, no geral, as condições dele serem favoráveis, e ele não estar em sofrimento. É uma recomendação da própria Superintendência de Proteção Animal [Sepa] não criminalizarmos todas as situações”, explica o subcomandante.
Em Betim, denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas à Guarda Municipal (via 153) e à Sepa, pelo WhatsApp (31) 99830-2954.