Governo não paga rescisão de professores contratados

Cerca de 400 professores contratados temporariamente em um processo seletivo ocorrido em 2014 para atuar nas escolas municipais da cidade denunciam que, apesar de terem sido dispensados desde fevereiro, a Prefeitura de Betim ainda não efetuou o pagamento das verbas rescisórias. Pelas normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o acerto têm que ser feito em até dez dias após o término do contrato. Caso contrário, a empresa empregadora, ou seja, a atual administração, terá que pagar uma multa administrativa ao empregado.

Revoltados, eles cobram da atual administração providências imediatas. “Trabalhamos por dois anos e temos direito de receber o que nos é de direito. Já fomos na ouvidoria e no financeiro da prefeitura, procuramos o sindicato da educação em Betim, mas a prefeitura não dá uma previsão de quando vai efetuar o pagamento para ninguém. Estamos desesperados, ainda mais nessa crise. Precisamos pagar nossas contas. O governo não está respeitando o profissional da educação”, disse a professora de matemática, Marina Viana, 29.

Além do acerto em atraso, os professores acusam a prefeitura de não quitar o pagamento dos dias trabalhados em fevereiro, de reter a carteira de trabalho de pelo menos 300 educadores e de não ter feito o cálculo correto dos acertos. “Queremos que alguém assuma essa responsabilidade, dizendo quando os pagamentos serão efetuados. É uma falta de respeito com o profissional contratado. Somente 70 trabalhadores receberam suas carteiras de trabalho, alguns assinaram a rescisão, mas não foi feito o acerto de ninguém. Essa situação já perdura há dois meses e, pelo o que estou vendo, deve durar mais tempo”, lamentou o professor de ensino religioso, Sheley Nunes, 45.

Indignação

Os trabalhadores também ameaçam acionar a justiça contra a prefeitura e promover uma manifestação, na próxima terça-feira (22). “Vamos nos reunir na Praça Tiradentes e caminhar até a prefeitura”, contou Nunes.

Justificativa

A assessoria imprensa da Prefeitura de Betim informou que, devido à implantação do novo sistema informatizado integrado em diversas áreas, os fluxos de pagamento estão em atraso.

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