A onda de demissões no fim de mandato para conseguir fechar as contas começou na prefeitura. Na última semana, o governo publicou a exoneração de 150 pessoas que ocupavam cargos comissionados em diferentes secretarias da administração.
A publicação foi feita no “Órgão Oficial” de quinta-feira (13). O objetivo, de acordo com um funcionário do primeiro escalão do governo, é tentar fechar as contas e diminuir o déficit na passagem para o próximo governo. “A economia com essas primeiras exonerações deverá ser de cerca de R$ 1,5 milhão em dois meses, e o objetivo é mesmo diminuir o déficit das contas públicas”, afirmou.
Na publicação em que 150 nomes perderam seus cargos, três pastas foram as mais afetadas. Na Secretaria de Gabinete, 41 comissionados já perderam seus cargos. Já na Secretaria de Governo foram mais 20. Essas duas pastas são diretamente ligadas ao prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB).
Outra área bastante afetada foi a Assistência Social. De acordo com a publicação, 36 pessoas perderam seus cargos. A maioria faz parte do Programa Cesta Escola, destinado a atender a famílias carentes do município. “Vários desses cargos já até poderiam ter sido exonerados anteriormente, já que a prefeitura precisava enxugar a máquina pública, mas deixou-se para o fim do mandato, coincidentemente, após as eleições”, completou o funcionário.
Mas o número de pessoas exoneradas deve crescer nos próximos dias, segundo a fonte do primeiro escalão da prefeitura. E uma das áreas que serão mais afetadas deverá ser a da Saúde. “Nessa publicação não entrou os que serão atingidos da área da Saúde, que deverá ser, em um primeiro momento, pelo menos mais 75 pessoas”, acrescentou.
Desse total da pasta, 30 seriam funcionários da própria secretaria, além de 20 terceirizados e outros cerca de 20 motoristas, que também seriam afetados.
Cargos
Apesar das seis reformas administrativas feitas pela atual gestão, a máquina administrativa continuou inchada. De acordo com dados do estudo Perfil dos Municípios Brasileiros, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prefeitura fechou o ano passado com mais de 14 mil servidores que serviam a administração, de maneira direta e indireta. Desse total, 2.215 eram comissionados e contratados por meio da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), por meio de contratos e convênios com empresas terceirizadas e ONGs.
Resposta
Em nota, a prefeitura respondeu que “a diminuição dos cargos comissionados na atual gestão se deve à redução dos gastos das contas públicas e à consequente adequação proveniente da queda da arrecadação, em decorrência da atual crise financeira e econômica pela qual passam os municípios de todo o país”.
Sobre as demissões na Saúde, o governo salientou na nota que “o número de exonerados ainda não está definido, e quando o for, terá como critério não provocar prejuízos à assistência”.