A possibilidade de fechamento da maternidade pública resultou em um caos no regional. Isso porque na terça-feira (15), muitas grávidas foram direto para o hospital com medo de não ter atendimento na unidade do Imbiruçu. A reportagem esteve no Regional e constatou o caos no setor. No bloco obstétrico, no térreo, gestantes aguardavam por horas para serem atendidas. “Eu estava em uma consulta na UBS do Laranajeiras e comecei a perder líquido. Me enviaram par cá, mas até agora (15h), não fui atendida, mesmo perdendo líquido porque não tem vaga”, disse a paciente Polyana Lima.
O vigilante André Luiz dos Santos relatou que chegou com a esposa grávida às 8h e até as 15h, ela não foi atendida. “Isso aqui está um descaso. Os funcionários não estão dando conta. Além disso, não tem estrutura, as mulheres ficam nos corredores. É desumano”, disse.
Enquanto que no primeiro andar há mães e recém-nascidos aguardando por um leito no quarto da maternidade, que fica no quarto andar do Regional, outras mulheres aguardavam por alta para deixar a unidade. Mas isso não estava acontecendo porque a demanda era grande, e o pediatra não conseguia passar nos quartos. Com uma equipe defasada, não havia pediatra para avaliar os bebês para dar alta. “Até agora (15h), não passou nenhum médico aqui. O último foi ontem (segunda) à tarde. Tem um monte de gente aguardando alta e nada. Com isso, ficamos aqui desnecessariamente, ocupante um leito enquanto há outras mães lá embaixo esperando para subir para o quarto”, contou a paciente Viviane Ventura.
Na manhã de terça (15), deputados estaduais visitaram o Regional. Marília Campos (PT) disse que o hospital não tem condições de receber a maternidade, o que ocasionou o pedido de demissão do coordenador médico do setor, Leonardo Matheus.