Filha é suspeita de arquitetar assassinato da mãe por herança

A Polícia Civil procura por uma mulher suspeita de arquitetar o assassinato da própria mãe, morta em Betim. Ela contou com a ajuda do marido e do filho, um adolescente de 16 anos. A motivação do crime seria uma herança da vítima.

O assassinato aconteceu no dia 11 de janeiro deste ano no bairro Angola, e, segundo a Polícia Civil, foi pensado nos mínimos detalhes. Dois dias antes, a mulher retirou o pai da casa em que ele vivia com a companheira e o levou para um sítio.

“A família enfrentava problemas há algum tempo. A mulher tinha tomado o cartão que a mãe usava para receber a aposentadoria dela e do marido. Inclusive, o casal de idosos estava se alimentado de água e fubá porque não tinha dinheiro para comprar alimentos. Um mês antes do crime, a idosa ficou sabendo que receberia uma herança do pai no valor de R$ 200 mil”, explicou o delegado Rodrigo Otávio Rodrigues.

Ao saber da quantia que estaria disponível para a mãe, a mulher resolveu colocar o plano em prática. O companheiro dela, "arrumou" dois criminosos para assassinar a vítima. O preço: R$ 500.

“No dia do crime, o adolescente foi o responsável por levar os executares até a casa da avó. Lá, ele abriu o portão e ficou conversando com a avó para distraí-la. Nesse momento, os homens entraram, pegaram uma barra de ferro que ficava atrás da porta da cozinha e espancaram a vítima”, detalhou o policial.

Segundo a perícia, a aposentada teve três costelas quebradas e várias lesões no crânio.

Depoimentos
Por três vezes, a suspeita e o marido foram ouvidos pela polícia e insistiram na versão de suicídio. Porém, o casal caiu em contradições e, em um desses depoimentos, o marido deu uma pista para os policiais. “Ele disse que no dia em que a sogra morreu estava com um encarregado da empresa de sondagem dele. Nós localizamos esse homem, que nos apontou um dos executores. Em seguida chegamos ao outro, que já tinha matado uma pessoa na Bahia e era foragido da Justiça”, disse o policial.

A dupla foi a responsável por entregar todo o esquema, disse que não chegou à quantia prometida e precisou, inclusive, abastecer o carro após o crime porque o genro da vítima não tinha dinheiro para o combustível.

“Uma amiga da vítima nos ajudou muito durante as investigações detalhando como era a relação da família. Além disso, descobrimos que a idosa já havia registrado boletins de ocorrência contra a filha por ameaça e contra o neto por agressão. Outro ponto que chama a atenção é em relação ao genro: ele sempre falava com os amigos que, quando a sogra morresse, ele resolveria os problemas financeiros que tinha. Foi um crime chocante”, contou o delegado.

A última vez que a polícia teve notícias do paradeiro da mulher, do companheiro e do filho dela foi em junho. Desde então, os três são procurados pela polícia.

Quem tiver informações pode ligar no telefone 181. O denunciante não precisa se identificar.

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