Fiat programa parada técnica de 10 dias em outubro

A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) deve realizar mais uma parada técnica no próximo mês. Desta vez, a previsão é de que sejam 10 dias de paralisação, a partir de 10 de outubro, período que inclui o feriado do dia 12. A medida deve atingir a maior parte dos funcionários da planta de Betim. A montadora já teria comunicado os fornecedores sobre a paralisação.

Só neste ano, a Fiat concedeu férias coletivas por duas vezes e licença remunerada uma vez, a primeira da sua história. A montadora também enfrentou problemas com fornecedores, chegando a ter a produção paralisada na unidade mineira em maio. Esse tipo de medidas vem sendo adotado desde 2014, para tentar compensar a queda nas vendas e a perda da liderança de mercado neste ano, justamente quando a planta de Betim completou 40 anos.

Entre férias coletivas aos funcionários, paradas técnicas de produção e, por último, licença remunerada, a justificativa da Fiat para a adoção dessas medidas sempre foi a de ajustar a produção e estoques à demanda. Entretanto, procurada pela reportagem, a FCA negou que haverá nova parada técnica a partir do dia 10 de outubro.

Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, João Alves de Almeida, confirmou que a parada deve mesmo acontecer. “Porém, a Fiat ainda não comunicou nada oficialmente ao sindicato”, ponderou.

A FCA está vivendo um momento complicado. Em recente entrevista ao jornal, o presidente da empresa na América Latina, Stefan Ketter, afirmou que “o fundo do poço foi atingido”. Em 2016, a montadora perdeu a liderança do mercado de automóveis e comerciais leves, posição que ocupava há 12 anos, viu suas vendas recuarem 35% e a produção cair 30% em relação a 2015. Além disso, a plataforma mineira opera com ociosidade entre 40% e 50%, segundo o próprio executivo.

Conforme já divulgado, desde o começo do ano até o momento, a produção da planta de Betim está 30% menor do que a do mesmo período de 2015. E, pior, quando comparada aos níveis de 2011 ou 2012, quando o mercado estava aquecido, a produção caiu pela metade, com a ociosidade variando de 40% a 50%.

Em termos de vendas, de janeiro a agosto, os emplacamentos de automóveis e comerciais leves da Fiat somaram 202 mil veículos, contra 310,8 mil nos mesmos meses de 2015, uma redução de 35%. A FCA vendeu 108,8 mil carros a menos neste exercício, com base nas informações da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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