A fábrica da Fiat concede férias coletivas a 2.000 trabalhadores, do setor de produção da empresa, para "ajustar a produção à demanda de mercado", segundo afirmou sua assessoria de imprensa.
O descanso forçado será de 20 dias, a partir da próxima segunda-feira (9). A capacidade máxima atual da Fiat é de 800 mil veículos por ano, uma média de 3.000 carros por dia, feitos por aproximadamente 19 mil funcionários.
No entanto, o momento de marcha à ré da economia do país provocou a medida, não tomada frequentemente pela empresa, em Minas Gerais. A última vez que isso aconteceu foi em agosto de 2014.
Conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na manhã desta quarta-feira (4), na comparação com janeiro de 2014, a produção industrial brasileira caiu 5,2%, após uma retração de 2,9% nesse indicador em dezembro. Com isso, o setor acumula uma perda de 3,5% em 12 meses encerrados em janeiro.
Dentre os motivos para o fraco resultado do ano passado, estão o acúmulo de estoques em importantes setores, como veículos, e consumidores e empresários mais pessimistas com o cenário econômico, o que posterga decisões de compras e investimentos.
Com esse quadro, algumas empresas já adotaram medidas como demissões, corte de turnos, suspensão de contratos de trabalho ou férias coletivas para lidar com a conjuntura desfavorável.