Cerca de 20 mil fiéis são esperados ao longo dos 13 dias em que será realizada mais uma edição da Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Betim. Marcado pelo referencial da fé, o tradicional evento, que acontece antes mesmo da criação da própria paróquia de Nossa Senhora do Carmo, há 164 anos, conta com o apoio de festeiros, colaboradores e paroquianos para a realização da programação que envolve meditações do terço, missas, alvorada, carreata, procissão e as famosas barraquinhas. A programação tem início neste sábado (4) e prossegue até o dia 16.
Segundo o Willamy Feijó, pároco da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o tema do evento neste ano é “Jesus é a Verdadeira Videira e nós, os Ramos”, frase retirada de ‘Comunidade de Comunidades: uma Nova Paróquia’, documento lançado recentemente pela Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB). “Nosso intuito, neste ano, é trabalhar e fortalecer os valores da comunidade, como dignidade de todos, oração em comum, partilha de bens, compromisso de servir, vivência da verdadeira amizade e do verdadeiro perdão”, completou o padre.
Religiosidade
O ponto alto da festa acontece no dia 16 de julho, data em que é comemorado o dia da padroeira de Betim. Na ocasião, acontece a “Bênção do Escapulário”, durante as quatro missas realizadas no dia, às 7h, às 9h, às 16h e às 19h.
A partir das 5h, acontece a “Alvorada”, em que os festeiros saem, juntamente com a banda Nossa Senhora do Carmo, acordando festeiro por festeiro. Já às 10h, é realizada uma carreata nas principais ruas e avenidas de Betim.
Às 11h, ocorre o leilão e, a partir dass 12h, o almoço festivo. Mais tarde, às 18h, os fiéis participam de uma procissão luminosa, na região Central do município. O encerramento do evento acontece às 19h, com a missa final, que contará com a presença de dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte.
“As pessoas colaboram com muita boa vontade. A festa ajuda a resgatar a fé. Por diversas vezes me deparo com pessoas que vão ao local somente para festejar, mas acabam se entregando aos costumes religiosos e gostam”, afirma a dona de casa Cláudia Boaventura.