Família denuncia morte de homem por negligência

Familiares de Alexandre Antônio Pereira, 41, morto na última sexta-feira (18) após sofrer uma parada cardiorrespiratória em casa, no bairro Novo Guarujá, acusam a prefeitura de negligência, já que o Samu teria demorado cerca de 45 minutos para prestar socorro ao paciente, e a Unimed BH de omissão, uma vez que, apesar de acionada, a unidade não teria aparecido para prestar de socorro à vítima.

Segundo a irmã dele, Viviane Pereira da Silva, 40, Alexandre, que usava uma traqueostomia, começou a sentir falta de ar no banheiro. “Ele subiu as escadas, mal conseguindo andar e falar, e bateu na porta do quarto. Quando abri, ele já estava roxo. Descemos com ele e, ao chegar na cozinha, meu irmão teve uma parada respiratória e caiu no chão. Começamos a fazer massagens cardíacas nele ali mesmo. Até vizinhos, que são médicos e enfermeiros, nos ajudaram”, contou a irmã.

A família disse que acionou o Samu e a Unimed, por volta das 15h30, porém, somente 45 minutos depois, o Samu apareceu. Já a Unimed, não teria respondido ao chamado. “O funcionário do Samu disse que só havia uma ambulância para atender naquele momento. Se meu irmão morreu, foi vontade de Deus, mas aceitaria melhor se isso tivesse ocorrido dentro de um hospital, sendo assistido. O que aconteceu foi negligência e omissão de socorro. Não podemos nos calar”, denunciou.

A Unimed informou que “verificou em seus registros e não há nenhuma solicitação de ambulância ou ligação telefônica sobre o caso na data informada”. Já a Secretaria de Saúde disse que a chamada ocorreu às 15h39 e que o Samu chegou ao local em cerca de 10 minutos.

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