
Um ex-policial militar de 58 anos foi preso em Betim, nessa segunda-feira (18), suspeito de comercializar bebidas alcoólicas supostamente falsificadas e adulteradas. O flagrante, feito pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Agência de Inteligência da Delegacia Regional de Betim, ocorre menos de uma semana após duas pessoas morrerem e outras sete serem hospitalizadas com suspeita de intoxicação por terem consumido uísque adulterado.
Durante a batida policial, os investigadores encontraram no estabelecimento comercial localizado perto da residência em que morava uma das vítimas fatais, na região do Citrolândia, 35 garrafas de uísque expostas para venda com sinais de adulteração.
Segundos os policiais civis, as bebidas estavam com lacres violados e, no estabelecimento, havia ainda embalagens com indícios de falsificação.
Os investigadores declaram ainda que o suspeito, identificado com as iniciais R.C.M.G., não conseguiu comprovar a compra lícita dos produtos. O ex-policial militar também não teria comprovado, segundo os policiais, a procedência das bebidas nem determinado com precisão a pessoa e a empresa responsável pelo fornecimento das bebidas que estavam no estabelecimento. O suspeito preso em flagrante foi levado para a Delegacia Regional de Betim.
A Polícia Civil informou também que as investigações sobre o caso continuam no intuito de identificar o fabricante e outros estabelecimentos que também possam estar comercializando bebidas adulteradas.
MORTES SUSPEITAS
A terceira morte possivelmente causada pelo consumo de uísque adulterado em Betim foi descartada nessa segunda-feira (18). Equipes da Vigilância em Saúde das secretarias municipal e estadual de Saúde estiveram reunidas no dia e constataram não haver associação entre o óbito e a intoxicação alcoólica, que pode ter vitimado duas pessoas no município na última semana.
A reunião também contou com a presença de representantes da Polícia Civil, do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas), da Vigilância Sanitária estadual, da Vigilância Epidemiológica e da Vigilância Sanitária de Betim.
Segundo uma nota atualizada pela prefeitura, até o momento, foram notificados nove casos suspeitos, sendo que dois deles evoluíram para morte. “A gestão municipal segue monitorando a evolução dos pacientes que já receberam alta e levantando as informações necessárias à investigação, e segue também aguardando o retorno do Estado sobre os resultados”, informou o Executivo betinense.
Também por meio de nota, a PCMG afirmou que tomou conhecimento de um óbito suspeito e que, “no momento, não é possível afirmar se houve adulteração de bebidas e se há indícios de crime”. A corporação acrescentou ainda que “o caso está sendo acompanhado pela Vigilância Sanitária do município e aguarda a finalização dos laudos que irão determinar a causa e as circunstâncias da morte. Outras informações poderão ser repassadas com o avanço dos trabalhos de polícia judiciária”.