Uma abordagem policial rotineira, ocorrida no último dia 6 de julho, terminou com a prisão de um ex-motoboy terceirizado da prefeitura, suspeito de falsificar e vender atestados médicos e diplomas escolares falsificados. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Polícia Militar, Wellington de Jesus Santos, 39, confessou o crime, mas disse que havia parado com a prática há cerca de um ano, depois que conseguiu o emprego.
O suspeito foi abordado na BR–381, próximo ao viaduto da avenida das Américas. Ao avistar a viatura, os ocupantes do veículo teriam demonstrado nervosismo, o que levou a equipe a realizar a abordagem para averiguação. “Conseguimos a confissão do autor, que informou ter na sua residência porções de cocaína, além de materiais para falsificar documentos escolares e médicos, e dois aparelhos de telefone celular de procedência duvidosa”, informou o policial que participou da ocorrência.
Na casa do suspeito, localizada no bairro Imbiruçu, o delegado do 1º Distrito Policial, Edmar Henrique Cardoso, informou que foram encontrados 25 porções de cocaína, 25 diplomas escolares, um bloco de atestado médico em branco com a logomarca da Prefeitura de Betim, além de carimbos com o nome e o CRM de vários médicos, carimbos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Guanabara e Teresópolis e carimbos de escolas estaduais da cidade. “Os atestados e os diplomas ele disse que comprou facilmente em Belo Horizonte, mas não informou o local. Já os carimbos, ele disse que mandou fazer, mas também não informou onde. O suspeito confessou que vendia os diplomas por R$ 150 cada e os atestados R$ 20 cada”, contou.
Cardoso informou que logo após prestar depoimento na Delegacia de Plantão, o suspeito foi ouvido e liberado, já que não foi preso em flagrante. Um inquérito foi aberto para apurar o caso. “Queremos saber mais detalhes de onde ele comprou esse material e para quem ele vendia os documentos”, disse.
Demitido
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Betim informou que Santos era contratado para prestar serviços de moto para a Secretaria Municipal de Educação, mas que o contrato foi reincidido no início deste mês. O município declarou ainda que está apurando administrativamente os fatos alegados para encaminhar ofício ao Ministério Público de Minas Gerais, solicitando investigação criminal dos supostos crimes.