Enquanto senadores aprovavam em segundo turno, na tarde de hoje, a Proposta de Emenda à Constituição 55, a conhecida PEC do Teto dos Gastos Públicos, estudantes do ensino médio realizavam um ato contra a medida nas principais ruas e avenidas da área central da cidade. O texto-base da PEC já havia sido aprovado em primeiro turno pela casa no dia 29 de novembro.
Segundo uma estudante de 16 anos da Escola Estadual Cândido Portinari, no bairro Amarantes, que terá o nome preservado por se tratar de uma menor, o ato foi mais uma forma encontrada pelos alunos para conscientizar a população e para pedir a revogação da aprovação da PEC 55.
“Ainda temos esperança que essa PEC seja retirada. Nosso ato quer provocar impacto em Brasília e mostrar à sociedade o que realmente está acontecendo no Brasil. Com a PEC, a educação e a saúde vão piorar. Minha escola, por exemplo, que já tem um estrutura ruim, vai ficar ainda pior”, disse a adolescente.
Outro estudante que participou do movimento, de 19 anos e que não quis se identificar, também disse que o ato foi para chamar atenção das autoridades. “Estamos ocupando as escolas de Betim há cerca de 40 dias por causa dessa PEC e não temos previsão de sair até que atendam nossos anseios”, disse.
Ocupações
Hoje, seis escolas estaduais em Betim continuam ocupadas por estudantes. A primeira escola a aderir ao movimento que tomou proporções nacionais foi a Tito Lívio, no bairro Chácara, cuja ocupação se iniciou no dia 30 de outubro. Logo depois, no dia 3 de novembro, foi a vez da Cecília Meireles, no Laranjeiras.
As escolas estaduais Nossa Senhora do Carmo, no Salomé, Juscelino Kubitschek de Oliveira, no Bueno Franco, Conselheiro Afonso Pena, no Brasileia, e Cândido Portinari, no Amarantes, foram ocupadas na primeira quinzena de novembro.
Posicionamento
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais disse que continua orientando as Superintendências Regionais de Ensino e as direções das escolas a atuarem com base no diálogo.