Entrevista: Heron Guimarães

31-12-2024

O BETIM ONLINE entrevistou o prefeito eleito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil). Heron, que assume o Executivo Municipal em janeiro de 2025, falou como sobre as ações que serão realizadas no seu mandato nas áreas da saúde, educação, segurança e transporte público. Confira:

1) Qual será a primeira medida tomada na sua gestão para tentar resolver o problema da saúde pública na cidade?

A Saúde, sem dúvida alguma, é nosso maior desafio, embora tenha avançado muito no governo Vittorio. Das 42 UBS's, 24 foram construídas por ele. Das quatro UPAs, uma foi construída (Alterosas) e a outra (Norte) foi retomada e colocada para funcionar por ele. Também o Centro Materno-Infantil, o Centro Integrado da Saúde da Mulher e da Criança e o Centro de Especialidades Odontológicas, além da reforma do Regional. Os avanços são inegáveis, mas a Saúde ainda é o nosso maior gargalo. E, por isso mesmo, será onde investiremos mais. Vamos humanizar e melhorar o atendimento e garantir mais agilidade aos serviços. Já temos uma licitação pronta para a construção de um prédio anexo ao Hospital Regional, com seis andares, aumentando os atendimentos de ortopedia, nefrologia, hemodiálise, oncologia e oftalmologia. Ainda lá teremos um novo centro de imagens, espaço para pequenas cirurgias e ampliaremos os leitos de longa permanência, reduzindo o congestionamento no Hospital Regional e acabando com as esperas nos corredores. Vamos, ainda, criar centros itinerantes de consultas, mutirões de cirurgias e de exames, e expandir os serviços de saúde bucal.

2) Os homicídios e feminicídios vêm aumentando em Betim nos últimos meses. Na sua gestão, a prefeitura fará uma parceria com o Governo de Minas para combater o aumento da criminalidade?

Em 2016, tínhamos 230 homicídios por ano em nossa cidade. Vittorio assumiu a prefeitura e, em 2023, esse número caiu para menos de 90. Uma redução de 53%. Os crimes violentos tiveram uma queda de 87% no mesmo período, e os roubos mais de 90%. Isso foi possível graças às ações implementadas pelo município, como a valorização e armamento da Guarda Municipal, por exemplo. Mas sabemos que Segurança é dever do Estado. Tenho uma ótima relação com o governador Romeu Zema e o vice, Mateus Simões, e não teremos nenhum problema em cobrar deles a responsabilidade do Estado no que tange à segurança. E vamos continuar fazendo a nossa parte. Vamos ampliar o cercamento eletrônico para as dez regiões e criar uma nova sede para o Centro Integrado de Operações (COP), espaço que centraliza as ações de monitoramento das forças de segurança que atuam na cidade, como a Guarda Municipal, a Defesa Civil e as polícias Civil e Militar. Vamos intensificar as ações integradas entre a Guarda e as polícias, levando ações preventivas às escolas e ampliando o patrulhamento em todo o município. Vamos ainda estimular ações que possibilitem mais tempo de qualidade a crianças e jovens, como o esporte - com a criação da Vila Olímpica, por exemplo - e a cultura, com a retomada dos Centros Populares de Cultura. Temos, ainda, projetos importantes para proteger as mulheres vítimas de violência doméstica. Vamos criar a Superintendência de Proteção e Dignidade da Mulher e a Casa da Mulher, um centro de acolhimento que oferecerá suporte jurídico, psicossocial e de reintegração ao mercado de trabalho.

3) Terminou em novembro a licitação da Viação Santa Edwiges, que foi estendida por mais 1 ano para evitar caos no transporte público. Quais medidas já estão sendo tomadas para melhorar o transporte municipal?

O transporte público é outra questão que estamos olhando com muita responsabilidade e cuidado. Teremos, em breve, uma nova licitação da empresa que presta o serviço na cidade. E estamos construindo um edital desenvolvendo uma nova malha de atendimento ao passageiro. Vamos integrar os serviços de ônibus com o transporte de baixa capacidade e ampliar os itinerários, melhorando a prestação do serviço ao usuário final.

4) Como será resolvida a questão da terceirização na educação pública?

A Educação em Betim continua sendo pública. Seria terceirizada se estivéssemos passando a administração para as empresas, o que não é verdade. O que existe são contratos. Precisamos, sim, desses contratos. Mas a nossa grande política será completar os quadros da administração por meio de concursos. O governo Vittorio já promoveu um e todos os aprovados estão sendo convocados. Resolvemos demandas dos profissionais da Educação que eram esperadas há mais de 20 anos. E não só na Educação. Nos quatro meses em que atuei como secretário de Saúde, também promovi um concurso e um PSS para quase 2.000 servidores. Certamente faremos outros.

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