
Uma protetora de animais de Betim, denuncia que deixou de receber repasses de uma empresa que pagava para ela cuidar e tratar de cachorros e gatos recolhidos dentro da Refinaria Gabriel Passos. Ela afirma que a situação financeira é insustentável e os animais correm o risco de passar necessidade. A empresa nega as acusações (confira o posicionamento no fim da matéria).
Karen Maron afirma que assinou um contrato com a Arvut Meio Ambiente no fim de 2022. A empresa resgataria os animais no terreno da refinaria da Petrobras e Karen ficaria responsável por hospedar e cuidar desses animais. No início, eram só gatos, mas depois começaram a chegar muitos cachorros, o que a levou a alugar um segundo espaço para receber os animais.
O valor repassado pela empresa seria usado para manter a estrutura para os animais, além de oferecer alimento e higiene. Entre agosto e setembro de 2023, a empresa deixou de fazer os repasses, alegando que a Petrobras não estava fazendo o pagamento pela ação.
Karen conta que, inicialmente, entendeu a situação e tentou procurar formas de evitar que os animais ficassem desamparados. Porém, a empresa não tentou encontrar uma solução e, em quatro meses, a dívida entre a Arvut e a protetora já superava os R$ 100 mil.
‘Nada deles pagarem. Eu tentei de diversas formas, de forma amigável, informal, não teve jeito. Mandamos três notificações extrajudiciais, mas zero retorno. Nenhuma negociação. Viera com uma proposta que era insustentável. Eu pedia pelo menos para eles mantivessem a ração dos animais, mas até agora nada’.
Em nota, a Petrobras informou que, a partir das denúncias recebidas, ‘fará uma rigorosa apuração e tomará todas as providências necessárias para sanear a situação e garantir o melhor cuidado aos animais abrigados’.
Por telefone, o CEO da Arvut, Kayo Soares, explicou que um ‘problema formal’ no contrato fez com que a Petrobras deixasse de fazer os pagamentos pelo serviço entre julho de 2023 e janeiro de 2024. Kayo afirma que a estatal está quitando os débitos com a Arvut.