
Durante apenas uma hora, choveu somente no centro de Betim um volume superior a 41 mm de água. Em quatro horas, foram registrados 65 mm. É o bairro da cidade onde mais caiu água nesse período de tempo. As outras regiões mais atingidas pela tempestade que atingiu a cidade entre a tarde e a noite desta sexta (1º) foram Alterosas, com 51 mm, e Icaivera, com 48 mm, também considerando o intervalo de quatro horas. A média em todo o município foi de 30 mm. Os dados foram compilados pela Superintendência Municipal de Defesa Civil do relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A tempestade, acompanhada de granizo e muito vento, assolou o município, deixando dezenas de árvores caídas na área central, diversos pontos de alagamento e semáforos desligados. Até as 21h30, a Defesa Civil municipal havia recebido 19 chamados de moradores. Houve ainda as quedas de um muro, de um semáforo e de duas árvores sobre dois veículos.
Segundo a Prefeitura de Betim, no Centro Administrativo João Paulo II, onde fica a administração municipal, o telhado do galpão de vistoria veicular foi arrancado pelo vento forte, atingindo carros e provocando diversos danos na base 3 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e no galpão de transporte sanitário.
O entorno da prefeitura também teve estragos. Um trecho da avenida Amazonas, ao lado do prédio do Centro Administrativo, ficou alagado. Na mesma avenida, próximo ao bairro Cachoeira, o telhado de um galpão foi arrancado pelo vento e caiu na pista, bloqueando o trânsito no sentido bairro.
FALTA DE ENERGIA
Grande parte da área central, incluindo a Prefeitura de Betim e o Ginásio Poliesportivo Divino Braga, ficaram sem energia. De acordo com o município, a Cemig foi acionada para retomar o fornecimento e desenergizar as árvores caídas para que as equipes possam remover e liberar as vias interditadas.
Procurada pela reportagem, a companhia informou que, devido à intensidade dos impactos causados pela chuva, o restabelecimento da energia para uma parte da população deveria ocorrer durante a madrugada. “As equipes atuam desde o início das ocorrências para restabelecer a energia no menor tempo possível para os clientes afetados em todo o município”, diz nota enviada pela Cemig.
A companhia ressalta que, nessas situações, são priorizadas as ações para minimizar os riscos de choque elétrico para a população. “As orientações são para que os moradores evitem se aproximar de cabos partidos e árvores caídas, que podem ocultar cabos energizados”, orienta o texto da Cemig.