Dupla é pega após série de roubos no comércio

Era para ser mais uma da bem-sucedida série de assaltos cometidos contra estabelecimentos comerciais em Betim nos últimos 15 dias. Entretanto, o que Vanderson Cristiano Araújo, de 26 anos, e seu comparsa, um menor de 17 anos, não contavam é que, na tentativa de cometer mais um crime na tarde desta terça-feira (2), eles seriam reconhecidos e pegos em flagrante minutos depois.

Segundo o soldado Kleyton Prates, da 174ª Cia. do 33º Batalhão, por volta das 13h40 de ontem os suspeitos entraram em um restaurante no bairro Brasileia para assaltá-lo, mas foram reconhecidos por funcionários do local. “A dupla havia roubado a franquia do mesmo restaurante dias antes. Como perceberam que haviam sido reconhecidos, saíram do restaurante às pressas. A dona acionou a Rede de Comerciantes Protegidos da cidade, e, pelo rádio, eu passei as características dos indivíduos para o rastreamento”, disse.

Logo após sair do restaurante, a dupla assaltou outro estabelecimento. “Sentaram e pediram refrigerante. Um deles levantou e apontou a arma para uma cliente. Quanto ela abriu a carteira, só tinha R$ 2, e eles desistiram. Daí, foram para o caixa, levaram o que tinha e foram embora. Graças a Deus não aconteceu nada grave, mas estamos assustados”, disse a dona do restaurante.

Ao chegarem próximo ao posto da Curva, no bairro Brasileira, os suspeitos foram reconhecidos. “Eles tentaram fugir, mas um caminhão estava fazendo uma manobra e impediu a passagem na rua”, contou o sargento Alexandre Dutra, da 174ª Cia. do 33º Batalhão. “O veículo, um Vectra, estava com a placa adulterada. No carro, foram achados dois cartões de memória, chips de celular, R$ 280 em dinheiro, duas toucas ninja, um canivete e três celulares”, contaram o cabo Diego Camilo e a soldado Milena Ribeiro, também da 174ª Cia.

Rede

Criada em Belo Horizonte há mais de dez anos, a Rede de Comerciantes Protegidos tem o objetivo de firmar ainda mais a proximidade entre a polícia e a comunidade para inibir a criminalidade. “Por isso, é muito importante a adesão dos comerciantes ao programa. A rede visa à autoproteção. É um comerciante vigiando o estabelecimento do outro contra a criminalidade, sempre com o apoio das polícias Civil e Militar”, explicou o soldado Prates.

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