Despreparo para diagnóstico põe vida de usuária em risco

Além de Betim sofrer com a falta de ações do poder público para combater o mosquito Aedes aegypti, na outra ponta, os usuários que apresentam os sintomas da dengue, da zika e da chikungunya e que buscam atendimento na rede municipal afirmam enfrentar outro problema: o despreparo para diagnosticar as doenças.

Nesta semana, o desabafo de Analice Santos, 21, em uma rede social, exemplifica isso. Ela contou que foi até à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sete de Setembro, na sexta-feira (11), com sintomas da dengue e que, após fazer o exame do laço, passar por quatro médicos, ser diagnosticada com zika e ser medicada “de forma errada”, teve sérias complicações no seu quadro de saúde. “Nenhum dos médicos soube dizer ao certo o que eu tinha. Depois, como ‘acharam’ que eu estava com zika, me medicaram e me deram alta”, contou.

Contudo, na quarta (16), Analice disse ter piorado. “Tive sangramento na gengiva, minha garganta fechou e tive um grave problema na visão. Minha mãe e eu corremos para BH, onde fui atendida na UPA Leste da Santa Casa. Lá fizeram uma bateria de exames e me medicaram corretamente. Tive até que tomar adrenalina na veia para acelerar meus batimentos”.

Analice afirmou ainda que, na capital, os médicos descartaram o zika e explicaram que o excesso de medicamentos dados à ela na UPA Sete pioraram o seu quadro. “A falta de preparos deles colocou minha vida em risco”, afirmou Analice.

A prefeitura informou que Analice foi diagnosticada com dengue e que, como os exames estavam normais, recebeu alta. “Todos os médicos da rede SUS-Betim estão aptos para fazer o diagnóstico e o tratamento de pacientes com dengue, chikungunya e zika vírus.”

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