Dengue cresce e já chega a 20.066 casos notificados

Mesmo um mês depois do fim do período onde historicamente observa-se uma maior concentração no número de casos de dengue em função das condições climáticas favoráveis – entre os meses de novembro e maio –, o número de notificações da doença continua a crescer de forma assustadora no município.

De acordo com último balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, do início de janeiro até a última sexta-feira (26), 20.066 casos da doença haviam sido informados no município. Em 35 dias, houve um crescimento de 57,4%, já que no último dia 22 de maio, a quantidade era 12.748 notificações.

Ainda de acordo com o levantamento informado pela Secretaria da Saúde, 5.164 pessoas foram infectadas em Betim pelo mosquito Aedes aegypti, um aumento de 115% em relação ao último levantamento, em que foram contabilizados 2.393 casos. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, em todo o ano de 2014 foram apenas 429 casos confirmados. Contudo, o número pode aumentar, uma vez que outros 13.815 casos ainda estão sendo investigados no município.

Possíveis fatores

De acordo com a bióloga, especialista em gestão ambiental, mestre em biotecnologia e doutoranda da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Iara Moreira Jardim, o aumento dos casos fora do período de pico pode estar relacionado à vários fatores.

“Um deles é o inverno com temperaturas elevadas que, salvo os últimos dias, em que houve queda nas temperaturas, cria um ambiente favorável a proliferação dos ovos. Outro fator está associado às condições de saneamento, como coleta de lixo e presença de entulhos nas ruas, ambientes favoráveis a proliferação do mosquito Aedes aegypti, mesmo durante o inverno”.

Ainda conforme a especialista, é importante observar o ciclo de vida do mosquito. “Uma fêmea precisa somente de uma cúpula (acasalamento) para se reproduzir durante toda a sua vida e pode dar origem a mais de mil mosquitos. Além disso, os ovos colocados pela fêmea, mesmo que, em condições desfavoráveis, como em ambientes secos, podem sobreviver por até 450 dias. E quando esses ovos estiverem em condições favoráveis, com umidade e altas temperaturas, vão eclodir”, finalizou Iara Jardim.

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