Criação de empregos tem pior saldo no 1º semestre em 10 anos

A crise econômica continua refletindo na geração de empregos formais na cidade. No primeiro semestre deste ano, Betim perdeu 4.349 postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira (27). O resultado é o pior registrado em dez nos.

No mesmo período do ano passado, quando a cidade já enfrentava a crise, foram fechadas 3.654 vagas, 19% a menos que em 2015.

Quem puxou a fila do resultado negativo foi a indústria de transformação, que registrou a perda de 3.522 empregos formais nos seis primeiros meses do ano. Os setores de serviços e comércio também obtiveram resultado ruim: menos 493 vagas em cada um.

Na contramão, a agropecuária foi a área que mais gerou vagas, com 151 novos empregos, seguida pela construção civil, com 89 postos de trabalhos criados na cidade.
Somente em junho, Betim fechou 1.300 vagas de empregos, o pior resultado de um mês desde dezembro passado.

O professor de economia do Ibmec Felipe Leroy diz que não há perspectiva de melhora da economia a curto prazo. “Estamos em uma dinâmica do crescimento inversa, ou seja, com queda do PIB (Produto Interno Bruto). E as projeções ainda são de recuo da atividade econômica. E o resultado mais nítido desse cenário é o aumento da informalidade”, analisou o especialista.

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