Cortes de gastos da prefeitura atingem CPCs

O caos administrativo e financeiro em que a prefeitura está mergulhada desde 2013 está atingindo em cheio a cultura do município. Com o corte de 50% imposto pela atual gestão, a Fundação Artístico-Cultural (Funarbe) praticamente não realizou shows ou eventos de repercussão na cidade neste ano.

Os cortes estão atingindo até os Centros Populares de Cultura (CPCs), um dos maiores instrumentos de promoção da arte no município, através das oficinas culturais gratuitas. Segundo uma servidora pública, a carga horária dos professores que ministram as oficinas foi reduzida neste ano. “Hoje mais de 70% dos oficineiros, profissionais que ministram as aulas, que trabalhavam 30h por semana estão trabalhando somente 15h. Com isso, a oferta de horários diminui”, afirmou a servidora, que pediu para não ser identificada.

A falta de oferta de vagas constante fez com que Kathryne Frantiesca, 29, desistisse de colocar a filha na aula de balé. “É uma oficina que minha filha queria muito fazer, mas não consegui vaga aqui no CPC do PTB. Não sei dizer quantas vezes fui até lá para tentar conseguir, pois foram muitas, mas, para ser sincera, desisti”, afirma.

Em 2013, os CPCs chegaram a ter 8 mil alunos, um número três vezes maior que os atendimentos realizados hoje, e 120 professores. Neste ano, de acordo com nota divulgada pela Prefeitura de Betim, 45 oficineiros foram contratados para ministrar as 17 cursos, que atendem a 2.551 alunos. A prefeitura não se manifestou sobre a redução da carga horária dos professores que ministram as oficinas.

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