Com a crise que a indústria passa no país, principalmente no setor automotivo, a venda de veículos zero quilômetro caiu 19,8% no país no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
No entanto, o mercado de carro seminovo e usado não tem do que reclamar. De janeiro a junho, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), a venda de seminovos cresceu 4,6% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Veículos com até três anos de uso têm sido os mais disputados pelos consumidores. Só nessa faixa, as vendas aumentaram 38%. “Com o crédito e os juros no patamar que estão, financiar um carro zero está complicado. Então, troquei o meu, que era 2001, por um 2012. Peguei um carro quase novo e 20% mais barato do que o zero quilômetro”, disse o caldeireiro Wesley Fernandes da Silva.
O aposentado José Alves também preferiu comprar um seminovo. “Eu tinha um carro ano 1996. Depois de pesquisar, comprei um 2011. Estou satisfeito”, contou.
Mas há quem prefira o veículo novo, zerinho. “Juntei dinheiro durante um tempo para comprar um novo. Esse era meu sonho. É meio caro, mas não precisarei preocupar em trocar tão cedo”, disse o funcionário público Antônio Amorim.