Cidade fechou 993 postos de trabalho em março

Depois de registrar uma queda de 107% no primeiro bimestre na geração de empregos formais, Betim amargou mais um mês no vermelho. Em março, 993 postos de trabalho foram fechados na cidade.

Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em relação a março do ano passado, a queda na criação de novas vagas caiu 568%. Em 2014, o saldo foi de 212 empregos gerados. No acumulado do ano (três primeiros meses), Betim já fechou 1.103 postos de trabalho, número 181% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve um saldo positivo de 1.365 novas vagas.

A indústria de transformação foi o setor que mais contribuiu para o resultado negativo. Em março, o saldo negativo entre o número de demissões e admissões foi de 866. Em 2014, foram criadas 371 novos empregos.

Em segundo lugar no ranking dos piores resultados apareceu o comércio, com 274 vagas fechadas, número bem pior do que registrado em 2013, quando 25 vagas deixaram de existir.
Já a construção civil, depois de dois meses com saldo positivo, voltou a apresentar um resultado ruim em março: 52 postos de trabalhos foram fechados.

Na contramão do saldo negativo, o setor de serviços foi o que apresentou melhor resultado. A área contratou 162 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou a agropecuária, com a criação de 17 novos postos de trabalho.

“O governo decidiu investir menos, e o setor privado também está cortando gastos e adiando os planos de investimentos. Com isso, menos vagas são criadas”, disse o professor de economia da PUC, Flávio Constantino.

Cidades industriais, como Betim, devem continuar em crise. “A indústria brasileira está acuada e, as cidades que dependem dela, estão sentindo isso”, concluiu.

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