Chefe da Guarda Patrimonial é preso por crime de extorsão

O chefe da Guarda Patrimonial da Prefeitura de Betim foi preso na quinta-feira (8) acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais de extorsão e de falsificar documentos públicos. Segundo informações da ocorrência da Polícia Militar, Amilton do Prado, 59, cobrava dinheiro para que pessoas encaminhadas pela Justiça para prestar serviços sociais ao Estado não cumprissem essas penas alternativas.

Durante a investigação, policiais militares e civis foram na quinta (8) até a sede da prefeitura, onde interrogaram um homem que teria que fazer serviços sociais ao Estado. Com ele, a polícia encontrou um envelope contendo uma planilha de controle de frequência de prestação de serviço, que fazia referência a suas atividades nos dias determinados pelo chefe da guarda.

Questionado pelos policiais, o homem revelou que teria acabado de fazer o pagamento de R$ 100, sendo duas notas de R$ 50, para que, em troca, Amilton falsificasse documentos, afirmando que o homem já teria cumprido a pena.

De acordo com os policiais, Amilton foi detido dentro da sala de trabalho dele, ontem. No momento da prisão, os policiais solicitaram que o suspeito entregasse a quantia que ele teria extorquido do homem. Amilton teria, então, entregado as duas notas de R$ 50. Os policiais apreenderam documentos e o computador que estava na sala do chefe da guarda. O suspeito foi encaminhado para a Delegacia Regional de Betim e, depois, levado para o Ceresp da cidade.

A prefeitura disse que o servidor foi exonerado do cargo em comissão que ocupava, que a publicação da exoneração seria publicada no “Órgão Oficial” deste sábado (10) e que irá abrir um procedimento administrativo contra Amilton.

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