Casos de dengue e chikungunya disparam em Betim

17-02-2024

Dados atualizados da Vigilância Epidemiológica do município, mostram um aumento avassalador nos casos de dengue e chikungunya em Betim.
Segundo a pasta, de 1º de janeiro a 20 de fevereiro de 2024, foram registrados em Betim:

- Dengue
7.685 casos notificados
7.538 casos prováveis
934 casos confirmados
1 óbito confirmado

- Chikungunya
189 casos notificados
188 casos prováveis
53 casos confirmados

- Zika
Não foram notificados casos da doença

ÓBITOS
De acordo com informações do setor de Vigilância Epidemiológica do município, as duas mortes divulgadas estavam em investigação por suspeita de dengue. Nesta segunda-feira (19), um óbito foi confirmado. O caso é de uma mulher de 77 anos. O segundo caso, de uma mulher de 30 anos, ainda está em investigação para confirmação da morte pela doença.

ÀREA DE MAIOR INCIDÊNCIA
As regionais com maior número de casos são Alterosas, Imbiruçu, Norte e Teresópolis

BETIM SEM DENGUE
Nesta terça-feira (20), uma nova versão atualizada do aplicativo “Betim sem Dengue” foi disponibilizada para smartphones. O aplicativo já está disponível para download na App Store (sistema IOS) ou Play Store (sistema Android).
Por meio do aplicativo, o cidadão poderá fazer, de forma anônima, o registro fotográfico do local identificado como possível foco do Aedes aegypti, indicando o tipo do criadouro encontrado, como caixas d’água destampadas, inservíveis com água acumulada, lotes ou terrenos baldios em condições inadequadas, dentre outros.

CENTRO AED
A partir desta quarta-feira (21), às 7h, um espaço especialmente destinado ao tratamento de pessoas com sinais e sintomas de arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. É o Centro de Acolhimento Especializado para Dengue (Centro AED), unidade instalada ao lado do ambulatório cirúrgico no Hospital Público Regional (avenida Edmeia Mattos Lazzarotti, 3.800, Jardim Brasília), que terá 30 pontos para hidratação venosa e capacidade para realizar 200 atendimentos a cada 24 horas. O atendimento será por livre demanda, mas o local também receberá pacientes encaminhados por outras unidades de saúde da cidade. O Centro AED funcionará por tempo indeterminado, com assistência 24 horas para pessoas com idade a partir de 13 anos.

UBS AINDA É PRIODIDADE
A prefeitura segue orientando a população que, em caso de sintomas como febre alta; dores de cabeça, atrás dos olhos e no corpo; manchas e erupções na pele; cansaço; náuseas e vômitos, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. As 38 UBSs da cidade funcionam de segunda a sexta, das 7h às 18h. Os pacientes atendidos nas UBSs que tiverem necessidade de receber hidratação venosa serão encaminhados para o Centro AED.

QUANDO PROCURAR A UPA
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) - de urgência e emergência -, que funcionam 24 horas, devem ser procuradas em casos de sintomas como dor abdominal intensa e sinais de sangramentos. Betim conta com quatro UPAs: Norte, Teresópolis, Alterosas, Guanabara e com o Pronto Atendimento do Hospital da Colônia Santa Isabel, no Citrolândia. O atendimento pediátrico de urgência para crianças com idade inferior a 13 anos é ofertado nas UPAs Alterosas, Teresópolis e Norte.

MUTIRÃO
Um verdadeiro mutirão de combate ao Aedes aegypti tem sido realizado semanalmente nas regionais da cidade. Agentes de combate a endemias (ACEs), agentes comunitários de saúde (ACSs) e agentes de limpeza do município percorrerão as áreas mais infestadas para identificar e eliminar focos do mosquito.

PROCESSO SELETIVO
Betim vai contratar mais de 200 agentes de saúde, sendo 109 agentes comunitários de saúde (ACSs), 110 agentes de combate a endemias (ACEs) e dez supervisores de campo. A inscrições começa às 9h do dia 10 de abrik e vai até às 16h, do dia 02 de maio. Mais informações no link: https://www.betimonline.com/vagas

SITE OFICIAL
No site da Prefeitura de Betim, uma página foi disponibilizada para levar todas informações necessárias sobre a dengue para betinenses. Acesse o link https://www.betim.mg.gov.br/aedes

SISTEMA DE SAÚDE LOTADO
Além do sistema público de saúde, o sistema privado de saúde também enfrenta superlotação no atendimento por dengue.

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