Base reage a Pinduca com pressão sobre o governo

O anúncio de que é pré-candidato a vereador no ano que vem e as críticas que desferiu sobre a atuação da Câmara Municipal e do atual governo frente aos problemas da cidade fizeram com que vereadores da base aliada do governo reagissem às declarações do ex-prefeito e ex-deputado Pedro Ivo Ferreira Caminhas, o Pinduca (PP).

Incentivados pelo líder do governo, Eliseu Xavier (PTB), vereadores afirmaram que vão pressionar o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) para que ele encerre convênio que a prefeitura mantém com a Associação dos Moradores do Bairro PTB ou, então, não votarão mais a favor dos projetos enviados pelo Executivo. Segundo eles, a ONG é ligada a Pinduca. Por meio de convênios, clínicas oferecem fisioterapia na região do PTB.

“O Pinduca é um ingrato. Ele foi vice-prefeito do Carlaile duas vezes e agora vem criticar o governo, que passa para a ONG dele R$ 56 mil por mês, são R$ 650 mil por ano. Temos que tomar providências. Esta Casa tem que pressionar o governo. Além disso, Pinduca fala mal da Câmara nos quatro cantos da cidade”, discursou Eliseu Xavier. “A gente vota tudo que o prefeito quer, então, a partir de agosto, vamos parar de votar projetos do governo até que o convênio com Pinduca seja encerrado. Que se aplique esse dinheiro na saúde, onde estão faltando alguns materiais”.

Ainda segundo Eliseu, “qualquer um faz ação para a população com o dinheiro que a ONG ligada a Pinduca recebe da prefeitura”. Outros vereadores da base aliada do governo concordaram com Eliseu e aumentaram o coro de pressão sobre o prefeito Carlaile. Adélio Carlos (PDT) foi um deles. “Temos que chamar mesmo o governo. Ou a prefeitura corta o convênio ou a gente não vota mais nada do Executivo”, ameaçou.

Dimas do Caxias (PROS) concordou. “O Pinduca fica falando que os 23 vereadores não valem metade dele. É claro, recebendo o dinheiro que ele recebe, qualquer um faz”, alfinetou.

Mesmo partido
Até quem é do partido de Pinduca (PP) ecoou críticas ao ex-deputado, como Joaquim Bracinho (PP). “É muito dinheiro para esse convênio. Acho que se não tem recursos para um (vereador), não deve ter para os outros. Por que não investe esse dinheiro na saúde?”, indagou.
Carlim do Amigão (DEM) também fez coro. “Ele (Pinduca) já foi até cassado, então, já comprova que é um irresponsável. O Ministério Público tem que investigar esse convênio”.

O presidente da Câmara, Marcão Universal (PSDB), reforçou as críticas. “Ele (Pinduca) quer é palanque, faz política às custas do povo. Quando nós éramos vereadores juntos, ele mandava as pessoas humildes para o meu gabinete para que eu as ajudasse. Ele não pode denegrir a imagem desse Poder Legislativo, ainda mais com o português ruim que ele tem”.

Para o petista Daniel Costa, o fato mostra o descontentamento da base. “Um governo que vai de mal a pior, até a base acha ruim. Mas não acredito que a base vai deixar de votar os projetos do Executivo, até porque, são dependentes do governo”, disse.

Outros vereadores que também eram ligados a ONGs que mantinham convênios com o município discursaram. Renato Ti-Rei (PSDC) disse que o projeto que ele iniciou há dez anos (Shekinah) fechou após o governo rescindir o contrato. “O projeto é da comunidade. Desafio quem quiser a encontrar alguém que não foi atendido lá. A região do Teresópolis vai sofrer um aborto, pois o município não vai atender as mil pessoas que são assistidas”.

Pinduca preferiu não se pronunciar sobre os ataques.

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