Apesar de ter chegado oficialmente em Betim há cerca de dois meses, a Uber, empresa que presta serviços de transporte particular por meio de um aplicativo de celular, já enfrenta questionamentos sobre a legalidade do serviço. Um projeto de lei de autoria do vereador Joaquim Bracinho (PP), que tramita na Câmara de Vereadores e que regulamenta a operação de aplicativos de transporte individual de passageiros em Betim, determina que o funcionamento desses apps fiquem condicionados ao credenciamento junto à Empresa Municipal de Transporte e Trânsito (Transbetim) – o que deixaria de fora o aplicativo do Uber.
A questão foi debatida em uma audiência pública ocorrida na tarde da última quarta-feira (23), no Legislativo. Dezenas de taxistas e representantes da Transbetim participaram do encontro e pediram mais fiscalização por parte da prefeitura. “Em Betim, a lei que determina que o serviço de transporte individual remunerado de passageiros seja credenciado pela Transbetim não está sendo cumprida. Com isso, o Uber está atuando clandestinamente na cidade. Queremos regulamentar essa situação e que a Transbetim realize uma fiscalização efetiva”, disse Max Ferreira, membro da comissão dos taxistas de Betim.
Na ocasião, foi criada uma comissão para discutir a regulamentação desses aplicativos. “A Transbetim está aberta a discutir esse projeto de lei e reitera que é expressamente contra qualquer tipo de transporte clandestino na cidade”, afirmou o diretor de transporte e trânsito da Transbetim, Flávio Peçanha.
A reportagem entrou em contado com a assessoria da Uber, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.