Cerca de quatro anos após ser acusado de violentar dois meninos de 8 e 10 anos, o pedreiro Marcos Gonçalves de Melo foi finalmente condenado pela justiça. A pena de oito anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, por um dos crimes, foi proferida no último dia 26, pelo juiz Gustavo Teixeira, da 3ª Vara Criminal de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a sentença, o réu foi condenado por estupro de vulnerável, com base no Artigo 217-A do código penal brasileiro.
O estupro aconteceu em um clube recreativo da cidade. O acusado sempre jogava bola com as crianças que frequentavam o local e o atos libidinosos ocorreram quando o menino ficou sozinho com o acusado. Logo após, Marcos teria dito para a vítima não contar nada para ninguém, pois, caso o contrário, o menor teria problemas.
Para o pai da vítima, a justiça foi feita. “O mínimo que nós familiares esperávamos era isso. Graças a Deus, não fiz justiça com as próprias mãos. Tive paciência e busquei o caminho certo. A justiça tarda, mas não falha. Espero que, agora, se ele recorrer se sentença, não ganhe”.
Suspeita
Apesar de não ter antecedentes criminais, a delegacia responsável pelo caso, Ariadne Elloise Coelho, afirmou, na época, que não descartava a possibilidade do denunciado, Marcos Gonçalves Coelho, ter feito outras vítimas.
Outro caso
O pedreiro também é acusado de outro estupro, que teria ocorrido em agosto de 2013. Nesse suposto crime, ele é acusado de ter apalpado o órgão genital de outro menor, de 8 anos, enquanto ele jogava videogame em um cômodo da casa de um familiar de Marcos, onde, na ocasião, estava sendo realizada uma festa.
Os familiares desse menor tomaram conhecimento do crime ocorrido no clube e fizeram a denúncia. Sobre esse suposto estupro ao menor de 8 anos, a reportagem não conseguiu obter informações se o processo já foi julgado.
Confessou crimes
Por causa das duas acusações de estupro de vulnerável, o pedreiro Marcos Gonçalves Melo foi detido no dia 30 de janeiro deste ano, pela delegada Ariadne Elloise Coelho, da Delegacia de Mulheres de Betim.
Na época, ele disse em depoimento à polícia que só falaria em juízo, mas, relatos de familiares e de parentes das vítimas confirmaram que ele assumiu os abusos e chegou a pedir perdão às vítimas.
A reportagem também conversou com ele na ocasião. Inicialmente, Marcos disse que só falaria na presença de um advogado, mas, depois, acabou admitindo os crimes e justificando que cometeu os atos libidinosos em um momento de fraqueza.